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 Tormento, sonho.....o.o
Yami Sakura
Posted: Jul 8 2007, 11:28:50 PM Sunday


Pareço feliz? Olhe de novo...^^'


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Bom galerinha, to postando aki m fato interessante q aconteceu comigo q eu fikei abismada (longa historia pra isso, mas enfim...) não é de fato uma fic, ou um conto, poesia ou algo do tipo, é simplesmente um sonho que tive recentemente e que me deixou tao injuriada q resolvi passar pro papel. Sabem akeles sonhos q raramente a gent tem q tudo acontece nitidamente como c fosse real? foi isso. C tem significado, c tem algo a v comigo, c foi pura bobagens d q a gent sonha, nao sei até hj, mas fico arkivado aki no meu pc. Ae vai:
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Num dos maiores e mais famosos shoppings daquela cidade, um fabuloso festival acontece, causa da enorme quantidade de pessoas que vêem com suas famílias para se divertir naquele dia. Há de tudo um pouco: bandeirinhas por todo o teto numa diversidade imensa de cores, estandes de vendas nos três pátios daquele shopping mais freqüentado, pôsteres, brinquedos espalhados por cada canto como num parque de diversões, e muito mais. Não há como não se divertir e perder o dia ali. Todas as crianças riem felizes, e os adultos as acompanham.
.........
Na seção de produtos domésticos do shopping, um casal com uma criança acaba de passar e pára por causa do interesse da mulher:
-Olha amor, estamos precisando de um desses lá em casa.—diz ela, apontando.
-Vai querer comprar ou não?—pergunta o homem.
-Ahh mãe, vamos logo! Eu quero ir na piscina de bolinhas agora!—pede a criança, impaciente.
-Não viemos aqui só pra você brincar, sabia?—diz a mulher, incontestada.
O casal logo é puxado pela criança em direção ao tal brinquedo, deixando-se levar, sem poder impedir a vontade de uma criança de brincar. Atrás deles, uma jovem de cabelos castanhos até um pouco abaixo dos ombros, franja longa que a incomoda ás vezes nos olhos, com uma calça marrom dobrada nos calcanhares por ser longa demais, tendo uma faixa como cinto na cintura, além de uma blusinha e um casaco simples por cima quase saindo por um de seus ombros, estava a observá-los, estranhamente escondida, atrás da quina daquela prateleira de produtos. Depois que eles se retiram, ela sai vagarosamente e vai andando pelo shopping no meio daquele festival todo, aparentemente perdida e com uma forte feição de preocupação e medo. Ela passa pelas estandes onde muitos compram suas lembrancinhas, depois por um grupo de mulheres que dançam em coreografia para entreter os clientes, onde ao lado há uma escada. Ela desce por essas escadas que leva para uma outra área do shopping cheia de brinquedos para as crianças, e aqui a música de fundo toca um pouco mais baixa. Vendo toda a agitação, sabendo que não vai conseguir sair dali tão cedo, ela suspira num tom de cansaço e segue. Uma garotinha cruza seu caminho correndo e gritando:
-Pai, pai, vem logo pai!!
-Mais devagar, Samantha!—diz o pai correndo atrás da garotinha.
A jovem murmura para si mesma olhando para a direção que seguiram, e sua feição parece espelhar uma dor que sente no coração:
-Pai....—murmura ela, com vontade de chorar.
E nesse instante, um rapaz do mesmo tamanho que ela, de cabelos alaranjados bem penteados, também bem arrumado, com uma bermuda vermelha, tênis e blusa branca, larga em seu corpo magro, passa correndo por ela e assim acabam colidindo com os ombros:
-Ai!!
-......!!
-Foi mal!—desculpa-se ele, virando o rosto para ela, mas ainda assim sem parar de correr.
Pelos segundos em que eles trocam seus olhares, o rapaz, antes sorrindo e se divertindo como qualquer criança e adolescente dali, agora fica com uma preocupação e ociosidade enormes pelos sentimentos que aqueles indignados olhos castanhos “negros” da jovem possuía. Quando ele volta a si, continuando a olhar para a direção da jovem, esta já não está mais ali. Ele a procura intensamente olhando para cada canto, parando, a encontrando indo embora pelo caminho atrás de alguns brinquedos daquele pátio. Ao dar um passo para a direção em que ela fora, uma mulher, alta e de óculos, com cabelos retos curtos e roupas formais demais para aquele lugar, acaba de se aproximar dele depois de tê-lo seguido correndo. Ela pega fôlego apoiando as mãos nos joelhos e tentando lhe falar:
-Uf, uf,...olha Chris, se você quer tanto ir num desses brinquedos eu não vou te impedir, só peço que avise antes tudo o quer fazer pra não precisarmos passar por tudo isso de novo. Uf, uf,...entendido?
-Não, Yvete, nada de brinquedos agora. EI, VOCÊ, ESPERA AÍ!!—diz ele para a mulher, mas logo em seguida voltando a correr na direção que a jovem foi.
-Arf, essa não, o que é agora?—reclama a mulher, suspirando e voltando a correr atrás do rapaz.
O garoto corre o máximo que pode, não demorando a encontrar a jovem logo a frente, parada de costas para ele, de frente para uma ponte que faz parte de uma das atrações do lugar, se tratando de um tipo de piscina com curtos escorregas que dão voltas, e uma ponte enfeitada que passa por cima dessa piscina. Várias pessoas se divertem nadando ali. A água corrente flua de pequenos buracos centímetros sobre o limite da água, o que não deixa de embelezar o brinquedo aquático. O rapaz se aproxima dela ficando ao seu lado, pegando fôlego rapidamente, olhando também para a piscina e em seguida, para ela, que não muda a direção do seu olhar ou seus sentimentos demonstrados na face:
-Ufa. Pensei que iria embora. Não me escutou te chamar? Qual seu nome?
-.....
-Engraçado, tinha alguma coisa que eu devia fazer, ou dizer pra você, mas...me fugiu a memória quando me aproximei de você.
A jovem não responde nada, nem ao menos olha para ele, somente abaixa um pouco mais a cabeça com uma tristeza enorme e em seguida dá um passo a frente, trêmula de medo por aquela ponte sem apoio nenhum e curta demais, mas com uma necessidade enorme de atravessa-la para chegar ao outro lado:
-!! Olha, me desculpe, não pense que eu sou um garoto maluco que fala com qualquer um assim não, ta? Eu só....você ta bem?
Ela olha preocupantemente para baixo e pára, sentindo que não vai conseguir. O rapaz não deixa de notar sua dificuldade e tenta ajudar, subindo na ponte até ela:
-Que foi? Está com medo? Precisa disso não, é só uma piscina. Me dá sua mão, eu te ajudo.
-.....
A jovem finalmente olha para ele, olhos nos olhos, enquanto ele continua com a mão estendida. Ela então estende sua mão para pegar na dele, lentamente, e no momento em que ela o segura, escorrega da ponte e fica apenas com a cintura para cima nesta. Se desesperando com o medo e susto, ela grita:
-Aahhh!!
O rapaz não consegue entender o enorme medo que a garota sente, e simplesmente senta na ponte, a frente dela, passando a segura-la com as duas mãos agora, mas enquanto ela vê a situação como algo enormemente medonho e perigoso, ele enxerga ali apenas diversão e motivos para sorrir:
-Hahaha, calma, calma, é só uma piscina, já disse. E nem é tão funda, olha, pode olhar.
Ela se nega a olhar para baixo, continuando a olhar para ele, tentando subir mas sempre escorregando na ponte úmida. Os respingos do impacto das águas correntes e das pessoas nadando abaixo deles os molha um pouco, e enquanto isso aumenta a diversão dele, aumenta também o desespero dela:
-Eu já disse, calma! Hehehe, olha, a gente pode até nadar também, é só nos jogarmos daqui, sabia?
-Não, não!! Não me larga, por favor! Eu quero subir, deixa eu subir, por favor, eu não quero!! Eu não quero cair!!
Finalmente ele ouve a voz da jovem. Aquele som fino, delicado e bonito, mas ao mesmo tempo deprimente, triste e profundo, o faz parar de rir e sentir algo no peito, lá no fundo, que o impulsiona a puxa-la rápido com todas as suas forças para a ponte novamente. Ao subir, ela passa correndo por ele, voltando ao início da ponte, abaixando no canto tampando seu rosto e chorando. Ele, ainda sem entender aqueles sentimentos que emanavam dela, mas mesmo assim inquietamente preocupado, levanta e se aproxima, abaixando um pouco apoiando sua mão no ombro dela, lhe falando:
-Ei, não precisa ficar assim. Olha, desculpa, desculpa de novo ta? Eu sou um idiota.
Ele aos poucos vai tirando as mãos dela do seu rosto e lentamente vai levantando-as, junto dela. E mais uma vez solta sua risada somente ao ficar cara a cara com ela:
-Hehe....hahahaha!!!
Ela não entende o riso, virando sua cabeça um pouco para o lado:
-Foi mal, mas você molhada fica um pouco engraçada. Acho que essa situação toda foi engraçada.
Ela entende o que foi dito, mas sem necessidade de falar qualquer coisa, apenas passa o dedo na bochecha dele retirando um pingo de água e mostrando para ele:
-Ãh? Ahh, eu também estou molhado, não é? Cadê a Yvete? Preciso de toalha. Puxa, quando eu realmente preciso ela não aparece.—diz ele olhando para algumas direções, mas logo desistindo de procura-la—Bem, deixa pra lá. Eu me chamo Christian, mas pode me chamar de Chris, se quiser. Escuta, melhor chamar seus pais, eu não quero que eles achem que eu te seqüestrei hein.—brinca ele.
-Hmm.....—Ela abaixa a cabeça, se entristecendo.
-Que foi? O que foi que eu disse? Ahh, me desculpa de novo! Seus pais não estão aqui? Você ta sozinha? Mora longe?.......Por que não me fala nada?!
-......
Sem respostas, ele suspira, desistindo dos questionamentos. Ao olhar para um outro lado, vê algumas estandes, tanto de guloseimas como de acessórios e lembrancinhas, e então sugere:
-Ei, vamos ali dar uma olhada!—diz, animado, a puxando pela mão até o local.
Na primeira estande em que param, Chris já se maravilha com os cordões e correntinhas que vê. São coisas bem simples, mas tão bem feitas e decoradas, brilhantes e raras de se ver, que qualquer um que se aproxime com certeza tem a mesma vontade de levar para casa. Os olhos de Chris param num cordão com um pingente no formado de um floco de neve, e imediatamente chama o dono da estande e o pede:
-Eu quero esse aqui, por favor.
Depois de pagar o objeto e segura-lo, o põe no pescoço da jovem, que fica a olhar para Chris esperando uma resposta para aquilo:
-Pronto. É a sua cara. Lindo.—diz ele, sorrindo—Fica muito bem com ele.
-......
Em sua feição parece ter mais calma agora, o ato de ser presenteada mudou alguma coisa em seu interior, mas o sentimento de preocupação, mesmo pouco, ainda existia, e a angústia de alguma coisa não lhe saía da garganta. Ela fica a tocar em seu mais novo pingente várias vezes:
-Vou ali comprar algo pra gente comer. Você gosta de doce, não gosta? Espero que sim, já volto.
E somente agora eles largam suas mãos. Ela continua por um curto tempo com sua mão estendida para onde ele foi, mas logo vai abaixando-a, junto de seu queixo, e seus olhos quase negros se escondem sob sua longa franja despenteada. Na fila de espera, ele olha para trás para conferir sua acompanhante, mas ela já não está lá, e ao invés dela, ele vê Yvete o localizando e correndo até ele, mas sem se importar com isso, ele continua a olhar ao redor, procurando a jovem sem nome.
.........
De noite, em seu quarto, o jovem Christian dorme calmamente sob um grosso cobertor, de lado. Um vento frio e murmurante começa a atravessar a janela aberta do cômodo, e um sussurro vem ao ouvido do garoto, como se alguém aproximasse muito sua boca de seu ouvido, com poucos centímetros impedindo o toque:
-Chris....obrigada. Eu tenho de ir...sozinha,....por favor, não volte lá.
Ele acorda imediatamente, ainda podendo sentir o recente ar murmurante em seu ouvido. Ele senta na cama, pasmo, olhando para a janela aberta ao lado, quando o vento pára de soprar. Era a mesma voz, fina, muito bonita, mas com uma tristeza enorme, deprimente, que fazia as lágrimas se encharcarem nos olhos. Ele continua a olhar para a janela por uns segundos, deitando e se cobrindo totalmente com o cobertor logo em seguida. Pela manhã, Yvete bate na porta do quarto e já vai entrando, com uma bandeja em mãos cheia de bisnagas recheadas, um copo de leite e biscoitos. Ao ver o garoto já acordado, apoiado na janela com os cotovelos olhando fixamente para fora, pensativo, põe a bandeja numa mesinha ao lado da porta e o avisa:
-Que cara é essa? Vamos, anime-se. Hoje é o grande dia, o dia do festival. Coma e vá fazer suas tarefas.
-Festival? De novo??—estranha ele, olhando para ela.
-Como assim, “de novo”?
Christian estranha muito o acontecido, e volta a olhar para fora pela janela com uma feição de muita preocupação. E depois de alguns segundos pensando consigo mesmo, ele murmura:
-Eu não vou, Yvete.
-Como?!
-Eu já disse, não vou. Não quero mais ir.—diz Chris, voltando para a cama e se cobrindo com o cobertor.
Yvete se senta na ponta da cama do garoto e o faz carinho de leve, preocupada com ele, tirando seus cabelos despenteados daqueles cativantes e alegres olhos castanhos cor de mel, que agora estavam deprimidos e se fechando.
...........
No início da tarde daquele dia, o mesmo shopping de antes não está com o mesmo ar alegre como de costume. Mesmo com todos os enfeites e preparativos do festival que iria acontecer logo, o lugar se encontra interditado, e em sua entrada principal há muitos carros de polícia, alguns de bombeiros e uma ou outra ambulância. As únicas iluminações vêm das sirenes destes, e as pessoas curiosas ao redor não conseguem ver muita coisa por serem impedidas de aproximação pelos policiais, mas o mínimo que a maioria consegue ver é simplesmente um corpo numa maca sendo levado até a ambulância que, fechada, parte para um hospital. O shopping é fechado pelo provável acidente, e o tão esperado festival deixa de acontecer.
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