View Full Version: Aviões De Combate Da 2ª E 1ª Guerra Mundial

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Title: Aviões De Combate Da 2ª E 1ª Guerra Mundial


Sir. Nuno Fonseca - May 9, 2007 04:24 PM (GMT)
user posted image Saudações e cumprimentos a toda a gente, eu queria saber se há alguem da ordem em que tenha interesse em aviões de combate para eu trocar umas palavrinhas tipo sobre o HAWKER HURRICANE ou o SPITFIRE e muitos mais ,o barão vermelho ou outros pilotos. user posted image Depois tambem queria mostrar este simulador de guerra ao Nuno ,para ver se ele conhece:BATTLE OF BRITAIN 2:WINGS OF VICTORY bem fixe tem exelentes graficos ,exelente sistema de danos e exelentes sons, com um joystick até parece que estamos mesmo lá!!

AnvilFolk - May 9, 2007 06:28 PM (GMT)
Olá Nuno!

Infelizmente, não conheço muito sobre os aviões das Guerras Mundiais. No entanto, há uns meses para trás andei terrivelmente viciado num jogo chamado IL-2 Sturmovik: 1946. Até comprei um joystick para o conseguir jogar decentemente!

Penso que de momento é um dos mais realistas do mercado. Às vezes, quando tenho uns minutinhos livres ou preciso de um descanço, ainda salto para dentro de um cockpit e vou tentar abater alguns nipónicos sobre Pacífico. Também jogo uma campanha num teatro maioritariamente sobre terra. Adoro ter mesmo de conhecer os instrumentos de navegação dos aviões, e ver como se comportam a diferentes altitudes e velocidades... restrinjo-me a apenas um ou dois, para os conhecer bem.

Infelizmente este jogo não trás a frente oeste, apenas a leste, e asiática. Isso vai ser para o próximo lançamento da companhia que o lançou. Mal posso esperar.

Adoro meter uma músiquinha de fundo da 2ª Guerra Mundial enquanto voo. :)

Sir. Nuno Fonseca - May 9, 2007 07:11 PM (GMT)
Olá outra vez ,gostei da tua atitude e vontade de voar e fazer uns buracos na fuzelagem para descontrair e de ouvir musica ao mesmo tempo pois eu tambem oiço mas é mais para o rock :D se quiseres eu posso trazer o jogo gravado para tu te viciares pois este simulador que eu tenho tambem é dos mais avançados no ramo pois teve uma elevada pontuação e não é com japoneses mas com alemães lol se quiseres vais ao youtube e metes o nome do jogo e vês os ases que nem disparar sabem pois há lá filmes cómicos como um que esta a recriar os alemães suicidas que iam contra os bombardeiros lol. Depois responde a dizer se queres o jogo ou não e continua assim para não perderes a pica lol.

Saudaçõe e cumprimentos do Nuno o "ace maluco".

***Nota do Mestre da Ordem e Principal Administrador do Fórum: de evitar termos depreciativos relativos a nacionalidades e raças. Como tal, alterei as palavras em questão e deixo o aviso.***


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AnvilFolk - May 9, 2007 11:41 PM (GMT)
Boas!

Fui agora confirmar. Os dois aviões que mais voei foram o P-40 em 1942, na Nova Guiné, e o FM-2 em 1943 sobre o Pacífico. Quando tive oportunidade de ler mais um bocadinho sobre o FM-2 e os seus antecessores mais usados (F4F-3 e F4F-4, que também voei até o FM-2 ser lançado), encontrei informação bastante engraçada, e que muita vezes não se sabe. Tem a ver com a quantidade de munições que um avião destes levava consigo.

Um F4F-3 tinha 4 metralhadoras de calibre .50, cada uma com 450 balas. Conseguia disparar durante um total de 34 segundos. Quando o F4F-4 foi introduzido, alegadamente a pedido da Royal Navy, ele continha 6 metralhadoras, mas a quantidade de munições manteve-se - e o tempo total de disparo desceu para menos de 20 segundos. Isto tornou o F4F-4 pouco popular entre os pilotos americanos.

Jimmy Thach is quoted as saying, "A pilot who cannot hit with four guns will miss with eight."

Toda esta informação foi tirada/traduzida da wikipedia, daqui mais concretamente. Poderá portanto não estar 100% correcta... também estão lá mais alguns detalhes bem interessantes.


Imaginem dezenas de caças a servir de escolta a dúzias de bombardeiros mais que resilientes, com metralhadoras à frente, na cauda e em ambos os lados, num combate que pode durar mais de uma hora. E depois, saber que têm 20 segundos de tempo de "gatilho-premido"... Como se não bastasse, é possível que eles estejam a chegar (já dá para os ver no céu!), e o nosso avião ainda nem está ligado.

É impossível não saúdar e respeitar qualquer pessoa que se tenha metido num cockpit sabendo aquilo que o esperava...



Os bombardeiros (G4M3 Betty, se não me engano) são os que mais me custam a abater, na situação que descrevi acima. Têm dois motores, e conseguem subir melhor que o P-40, sobretudo depois de já terem largado a sua carga. É dificílimo conseguir estar a uma altitude superior à deles, para uma aproximação em descida a uma velocidade decente - sobretudo porque há sempre caças inimigos à procura de um alvo.

Nos poucos casos em que se consegue aproximar deles, depois do perigo dos caças estar um pouco colmatado, as metralhadoras abrem fogo com uma precisão diabólica, e se não acertam no piloto, acertam no motor que aproveita para se desligar imediatamente, largando fumos e óleos que tapam a vista.



Mudando ligeiramente de assunto: li algures que era possível (e aconteceu) que alguns caças aliados usassem a ponta das asas para dar toques nos roquetes V-2 para os desviar do alvo. Fui verificar à wikipedia, e de facto há registo disso acontecer, mas com os V-1.

É inacreditável... a precisão que se teria de ter, com um avião a hélice, para dar toques num míssil tremendamente explosivo... com certeza não haveria escapatória, ao mínimo erro...

Aos pilotos aliados, sempre heróicos, da Segunda Guerra Mundial!

Caçador - May 10, 2007 02:53 PM (GMT)
Caros Amigos

Quanto às V2 considero praticamente impossível um avião, seja a hélice ou a reacção apanhar um foguete proto-balístico como um V2 em rota descendente.
No caso das V1, a Royal Air Force começou a empregar um novo caça, o Hawker Typhoon, cuja aceleração do motor Napier Sabre de 2260 cv lhe permitiria aproximar-se do V1 e optar por tocar o míssil ou tentar atingi-lo com os seus quatro canhões de 20 mm. Contudo o Typhoon revelou graves problemas estruturais a nível da cauda, sendo frequente o piloto aperceber-se que tinha ficado sem os lemes da ré. O Typhoon foi destacado, após a revisão destas maleitas, para a cobertura aérea de interdição do campo de batalha durante e após o desembarque da Normandia, sendo a par com os P47 Thunderbolt os carrascos da arma blindada nazi. Tal devia-se a que os carros de combate aliados como os Sherman americanos e os Cromwell britânicos dificilemente conseguiam fazer frente aos Panther e Tiger alemães.
Voltando à questão anterior, a RAF começou a usar uma versão melhorada, e muito, do Typhoon, o Hawker Tempest, mais fiável e as novas versões, mais potentes, do Supermarine Spitfire, nomeadamente os MK XII com motores Griffon - Qualquer um destes aparelhos alcançava facilmente os 700 km/H e o próprio Tempest só podia fazer mergulhos controlados, sob pena de aos quase 800 km/h se desintegrar.

Cordiais Saudações
Sérgio

Sir. Nuno Fonseca - May 10, 2007 04:11 PM (GMT)
Como o Sérgio disse era difícil desviar misseis como o v-1 mas era possivel pois tinham a forma de avião com asas grandes e o v-2 era impossivel de desviar pois quaze não tinham asas pois tinham a forma de um missil dos dias modernos mas se ja aconteceu uma vez isso é verdade pois eu vi num documentário no canal história que um piloto ao tentar se aprocimar para ver o que o missil V-1 pois secalhar nunca o tinha visto um igual,deu um toque muito ao de leve na asa e fez virar o missil V-1 ao contrário o que provocou uma descida repentina mas acho que só aconteceu uma vez e da unica que aconteceu acho que o missil V-1 foi explodir em solo inglês mas a sorte foi que não atingiu uma cidade ou vila :P ...

Saudações e cumprimentos do Nuno

Kran - May 11, 2007 11:10 PM (GMT)
Pois é...

Os mesmos V2 que atingiram a Grã-Bretanha foram a base, mais tarde, do programa de exploração espacial dos Estados Unidos da América nos anos 60 - quem diria que os inimigos de ontém seriam tão úteis no futuro ? ;)

A outro nivel, para terem uma noção do desenvolvimento dos misseis, a 9 de Abril de 1943 a força aérea alemã afundou o couraçado Roma, de 35.000 tn, com um missil teleguiado, o "Fritz-X 1400" - isto em plena 2ª Guerra Mundial!

Nota: o governo fascista italiano havia sido derrubado em Roma nesse ano e o novo governo assinara um armistício com os aliados, passando a frota italiana a cooperar em acções de patrulha contra os seus antigos aliados alemães.

Kran

Caçador - May 12, 2007 02:31 PM (GMT)
Caros amigos

Para além do que o nosso Kran afirmou, as V2 de Werner Von Braun, para além de servirem como ponto de partida para o programa espacial a partir de 1947, com o programa Mercury, foram as paltaformas de desenvolvimento dos programas de mísseis balísticos, tanto de bases terrestres como de submarinos. Era a Guerra Fria a começar.

Abraços
Sérgio

nonnus - May 14, 2007 09:52 AM (GMT)
Desculpa Nuno não ter dito nada antes, mas como viste houve um conjunto de pessoas masi indicado apra faalr sobre esta questão :)

Eu também gosto muito de aviões,e simuladores de aviação. Mesmo quando eu comecei nas lides do modelismo era a montar aviões. Tenho um spitfire a metade na linha de montagem. é uma máquina muito bonita mesmo.

Sobre os aviões em sí não sei muito :(

Tive a ver os links que enviaste e esse simulador parece ser muito bom!Já vi também o que o João referiu e é excelente tb.

Obrigado Caçador e Kran pelas infos tb :)

Um abraço para todos

Cris - May 14, 2007 03:21 PM (GMT)
Saudações...


Bem... eu ando por aqui ás voltas com o Microsoft Combat Flight Simulator III...

Não é " puxar a brasa á minha sardinha ", mas ainda não vi coisa melhor..

Também deve ser porque utilizo o Joystick Microsoft Sidewinder Force II...


Cris



AnvilFolk - April 13, 2009 03:34 AM (GMT)
Gostava de reavivar este tópico com algumas experiências pessoais. Devo-me alongar um bocado, para tentar fazer passar bem aquele que tem sido o meu percurso nestas lides.

Comecei a tentar voar o tal de IL2 Sturmovik: 1946 online, com outras pessoas. Tal facto mudou total e completamente a minha perspectiva sobre a aviação da Segunda Grande Guerra. Tinha uma ideia muito mal formada e ignorante, pensando que os aviões eram algo crudes e simples - que bastaria entrar para dentro do cockpit de qualquer um deles e partir para os céus, disparar e esperar pelo melhor.

Logo de início, deparamo-nos com problemas de navegação. Iniciamos a missão com um briefing, um mapa da região, o sector dos objectivos, e algo como isto pela nossa frente:

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Mais nada.

É preciso saber ler cada um desses indicadores e perceber o que significa, em cada contexto, e para cada estado do avião. Existe inclusivamente quem encomende mapas da época para tentar voar através deles. O jogo poderá não ser particularmente fiel no que toca à geografia, mas nesse aspecto o mapa interno é a ferramenta de que precisamos. Temos de encontrar pontos de referência como rios e estradas, cidades e vilas, montanhas e florestas. Temos de manter uma ideia da nossa velocidade e direcção, mesmo depois de um combate nos deixar totalmente desorientados.

Quando passamos à parte online, de repente estamos frente a frente (preferivelmente mais alto e por trás!) com pilotos experientes. Não temos hipóteses, e percebemos porque é que o grau de Ace era conferido àqueles com "apenas" 5 vitórias. Era muito difícil conseguir mais que isso... Mortes atrás de mortes em todos os tipos e feitios de aviões da época fazem-nos aperceber que não é o avião em si que conta. Também não é exclusivamente uma qualidade qualquer inata do piloto, como bons reflexos ou boa pontaria. O que conta realmente é o conhecimento que o piloto detém: o conhecimento do seu próprio avião e dos seus limites, e não menos importante, do avião do seu adversário - mais ainda, das propriedades relativas entre os aviões. É isso que lhe permite tomar as decisões tácticas mais adequadas no meio do caos das furballs (combates de perto com muitos aviões). É ainda preciso manter um elevadíssimo grau de situational awareness, SA, relembrando as posições e direcções de todos os outros aviões em relação ao nosso. Todos reconhecem que o avião mais perigoso é o que não se vê.

É cenário regular vermos jogadores veteranos (de mais de meia dúzia de anos) que voam com apenas um par de aviões, e que se começam a aventurar num outro: é a esse ponto que chega a necessidade de proficiência dos que são os bons pilotos de um certo avião. Outro cenário ainda é encontrar os melhores pilotos nos piores aviões para demonstrar o quanto conta a paciência e mentalidade táctica do piloto. Não é, de todo, um assunto de ir para lá all guns blazing. Até porque tipicamente não se chega a ter munições suficientes para disparar trinta segundos.



Antes de ir mais longe... eu sei que é um jogo - e isto é válido para qualquer simulador que se preze. Nunca passará disso mesmo: um jogo. Por muito realista que tente ser (e o seja, do ponto de vista da física), estamos em casa a jogá-lo, em conforto. Não corremos os mesmos riscos, usamos os mesmos materiais, ou pensamos da mesma maneira. Será sempre uma aproximação mais limitada e débil que se fosse "na vida real". Por outro lado, estamos aqui porque gostamos de Recriação Histórica, e recriamos na vida real o que estudamos e nos interessa. É uma busca interminável cujo objectivo é tentar descobrir e sentir como se vivia em certas situações em certas épocas, tentar chegar o mais perto possível do que foi e se sentia, pois isso nos ajuda a compreender o percurso da Humanidade, da História e no caso da Ordem, de Portugal.

Há certas experiências que nunca poderemos viver. Voar em aviões da Segunda Guerra? Ser marinheiro num submarino? Na vida real nunca existirá sequer essa oportunidade, quanto mais a de estar numa situação de combate simulado. É nessa perspectiva que creio que podem entrar nos simuladores. Com tempo e paciência, há grupos que simulam esquadrilhas reais e fictícias, nas definições o mais realistas possíveis, utilizando apenas termos correctos - tal como nós tentamos nas nossas actividades. Com a companhia certa, pode tornar-se em algo já bastante próximo da realidade.



E agora, escrevo um bocado do meu percurso pessoal. Por favor tenham em conta que este conhecimento foi retirado de um jogo que procura ser realista, mas que pode não o conseguir em vários pontos, como os mais conhecedores de entre vós talvez notem. Por alguma razão (talvez porque ache uma certa piada aos porta-aviões), decidi focar-me no Teatro do Pacífico, pelo que costumo voar num servidor "full-real" com missões que tipicamente colocam o Império Nipónico contra os Estados Unidos da América, em locais como Wake Island, Iwo Jima, Guadalcanal e outros talvez menos historicamente rigorosos.

Como tento sempre equilibrar as equipas, acabo por jogar tanto do lado dos Aliados como do Eixo. Muitos voos, alguma experiência, e conversa com os jogadores mais experientes ensinaram-me algumas coisas. Só aí me apercebi da imensidade de detalhes existentes neste tipo de conflito, que me parecia tão simples de início. Que grande erro...

O A6M "Zero", por exemplo, tem algumas características que se mantiveram ao longo de grande parte dos seus modelos (os Americanos estudaram-nas depois de terem encontrado um avião quase intacto, que reconstruiram e testaram). Sei pouquíssimo da diferença entre os vários modelos do Zero, mas a primeira coisa que qualquer piloto veterano vos dirá é que "no plane can outturn a Zero". Nunca se deve andar em círculos a tentar meter-se atrás de um Zero... ele apanha-vos. Costuma ter um par de canhões, dando-lhe um poder de fogo muito superior (e necessário) ao dos aviões apenas com metralhadoras. Também é um avião que ascende bastante bem. Uma característica muito importante é a visibilidade traseira que tem (à custa da protecção do piloto), embora a frontal para baixo seja bastante fraca mas menos importante. Por contraste, o F4U Corsair tem uma visão traseira quase nula, o que é um grande, grande empecilho quando temos um Zero na nossa cauda!

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O Zero tem algumas características negativas muito "chatas". Gosto de lhe chamar A Caixa de Fósforos, ou O Isqueiro porque tem uma tendência enorme para se desfazer em chamas. O depósito de combustível não é armadurado, e qualquer tiro que por lá passe parece que o deixa a escorrer o precioso líquido, ou lhe pega fogo, ou o faz explodir. Aliás, o resto do avião também é muito pouco robusto, tendo alguma tendência (penso que sobretudo nos primeiros modelos) para se despedaçar a altas velocidades, ou perder asas facilmente devido ao fogo inimigo. Portanto, um avião apenas com metralhadoras, como o F4F Wildcat ou o F6F Hellcat, continua a ter boas hipóteses de conseguir abater o Zero. É ainda um avião péssimo em descidas, porque os controlos deixam de responder: é má ideia descer sobre os inimigos pela vertical. Com altitude suficiente, um avião aliado poderia fugir-lhe se iniciasse uma descida abrupta.

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O F6F Hellcat é uma beleza de se voar. Foi o avião com melhor desempenho num teatro naval, atingindo estatísticas extremamente favoráveis, sendo responsáveis por 75% de todas as vitórias aérias americanas no Pacífico. Tem uma visão traseira média, características gerais bastante boas, ascende bem, vira bem, desce bem, rola bem. Está muito bem protegido e armadurado. Consegue acompanhar e superar um Zero em quase tudo excepto a capacidade de virar. Como foi dito, só tem metralhadoras (3 em cada asa), o que é mais que suficiente para abatar os Zeros. A situação torna-se mais complicada contra a G4M Betty, um bombardeiro de dois motores equipado com várias metralhadoras e um canhão traseiro para o proteger.

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Isto é apenas uma revisão muito geral e incompleta da comparação de dois ou três aviões. Basta pensarmos que centenas (se não milhares) de tipos de aviões foram empregues nos vários teatros do conflito para ficarmos imediatamente com uma noção do escopo... vai tão fundo quanto se queira. Há pano para mangas! E claro, ainda não se falou no manuseamento do avião em si: ailerons, elevators, rudder, flaps, gears, throttle, trim (os básicos), propeller pitch, supercharger, mixture, radiator, bomb sights, gun/cannon convergence distance, etc etc. Nem tão pouco dos conceitos teóricos por detrás do vôo, como a energia e o wingloading, e manobras como a Thach Weave, a Chandelle e tácticas de combate cooperativas.

Portanto, resumindo... não passa de um jogo, mas se tivermos uma atitude séria, é uma maneira de nos aproximarmos um pouco mais de um pedaço da história que seria impossível atingirmos na realidade. Dá-nos algumas luzes e intuições sobre assuntos nos quais a teoria e fichas técnicas sobre os aviões talvez não bastem.

O jogo em si tem uma comunidade online muito numerosa, activa e simpática. Costuma haver sempre a possibilidade de utilizar comunicação por voz enquanto se voa. É virtualmente indispensável, e permite organizar vôos em formação e trabalho de equipa, matendo as nossas 6 o'clock limpas e protegidas. Gostaria imenso de partilhar esta experiência com algum de vocês. É possível iniciar-se nestas lides por cerca de 30 euros (10 pelo jogo, 20 por um joystick baratuxo), tempo e paciência. Estou disponível para qualquer ajuda que precisem, demonstraçõezinhas de como NÃO se deve voar um avião (que é a fase em que ainda estou), em actividades ou assim. Digam qualquer coisa se estiverem interessados, e combina-se qualquer coisa.

Finalmente, espero que não tenham adormecido, tal como eu estou prestes a fazer, e que isto vos tenha interessado um pouquito, mesmo que não tenham vontade de experimentar o jogo em si. Foi uma experiência que me abriu os olhos. É ainda algo que precisa de muita prática para se aperfeiçoar... é o tipo de esforço e atitude que me atrai inexoravelmente!


The gratitude of every home in our Island, in our Empire, and indeed throughout the world, except in the abodes of the guilty, goes out to the British airmen who, undaunted by odds, unwearied in their constant challenge and mortal danger, are turning the tide of the World War by their prowess and by their devotion. Never in the field of human conflict was so much owed by so many to so few. All hearts go out to the fighter pilots, whose brilliant actions we see with our own eyes day after day…
--- Sir Winston Churchill

Mestre - April 13, 2009 11:06 AM (GMT)
Nunca tive paciência para jogos de computador de qualquer tipo, mas reconheço a importância didáctica que podem ter, como é o caso deste jogo referido. Só efectivamente os simuladores podem dar uma ideia, conquanto pálida, de uma realidade de combate dentro de um avião, de um tanque, ou de um navio de guerra, num dado contexto histórico, ao comum dos mortais.

Há quem possua tanques e aviões da 2ª Guerra e os manobrem, efectivamente, no seu elemento próprio... Mas são, obviamente, meia dúzia de pessoas com um grande potencial financeiro.

Apesar de admirá-las, nenhuma das armas referidas (força aérea, marinha, blindados) me atrai. Nos exércitos modernos é a infantaria, a actuação directa do indivíduo e da unidade no terreno que cativa o meu interesse. Veja-se o caso do capitão americano resgatado há poucas horas das mãos dos piratas - apesar do tremendo poder militar dos vasos de guerra e dos meios aéreos no local, foram espingardas a resolver o assunto (o indivíduo e a sua arma ligeira, neste caso o sniper).

A esquadrilha virtual seria, no entanto, uma outra vertente da recriação histórica a explorar - neste caso a recriação histórica virtual. Bom repto a potenciais interessados, Anvilfolk! :bravo:

Recriação histórica milionária - um voo actual num P51 Mustang: Mustang (note-se o detalhe dos preparativos feitos pela tripulação de terra, the ground crew).

AnvilFolk - April 14, 2009 12:26 AM (GMT)
Obrigado pelo incentivo, Mestre. Espero que alguém se acuse! É muito complicado juntar-se a esquadrilhas internacionais já existentes quando se tem pouca disponibilidade. Já tive a ver e parece que o 1946 tem um ou outro dos aviões utilizados na Guerra Civil Espanhola, de 1937 para cima... talvez seja um cenário interessante! Esqueçamos no entanto o papel de Portugal... enfim. Ainda não disse que a média de idades dos jogadores ronda os 30/40 anos: tipicamente pessoas sérias, com objectivos e gostos sérios. Destrói o estereótipo do jogador comum :)

E claro que tem toda a razão na impessoalidade do conflicto. Percebo perfeitamente, e, até certo ponto, sofro do mesmo "sintoma"... mas como quase nasci a jogar jogos de computador (por muito triste que isso seja) :rolleyes:. Bem, do mal o menor: penso que a aviação, de entre os vários tipos de conflitos mecanizados que têm surgido, é a mais próxima do combate de campo que o Mestre refere. Ainda existem algumas noções de "duelo", e de trabalho de equipa. Só o voar em formação dá uma sensação de pertença e de espírito de equipa incrível. As vantagens de voar com um wingman são incontáveis e inegáveis!

O vídeo que aqui deixou é uma autêntica pérola!!! Tantos pequenos detalhes e pormenores! Não é mesmo brincadeira! Gostei em particular da altura em que o piloto parece estar em apuros e não pára de olhar em volta, para trás, cima, lados! Já me consigo identificar tão bem com isso! Só é pena não me conseguir safar tão bem :lol:

Entretanto chegou hoje o Silent Hunter 4 pelo correio. Não tenho o mesmo gosto por submarinos, mas já deu para entender que também não era pêra doce. É mais ponderado, mais calmo, mais matemático e calculoso - mas sempre muito interessante.


De novo, obrigado pela partipação, mesmo não apreciando jogos!

Mestre - April 14, 2009 04:17 PM (GMT)
Os jogos sérios são sempre um óptimo espaço para se aprender, para se aquilatar experiências, desde que sejam sempre aferidos por referências bibliográficas e outras de teor fidedigno. Aliás, as forças armadas actuais utilizam simuladores vários que, basicamente, são jogos sofisticados, para treinarem o seu pessoal em determinados campos de actuação - nomeadamente o piloto de caça, para dar um exemplo.

Há quem se dedique à recriação de pilotos e de marinheiros da 2ª Guerra. O objectivo é sempre o de dar a conhecer ao público os uniformes, o equipamento e os objectos de uso pessoal utilizados, para além do quotidiano desses combatentes, como acontece no caso de qualquer outro da mesma, ou de outra época... Ou seja, sempre interessantíssimo e enriquecedor.

Entretanto, pode ser que haja por aqui algum piloto oculto nas nuvens do ciber-espaço... B)

Happy hunting! :bravo:

Kran - April 14, 2009 09:29 PM (GMT)
Exmo Sr. Comandante de Esquadrilha AnvilFolk,

Estou interessado em alistar-me na Esquadrilha dos "Áses da Ordem" (e afins) - agradeço mais informações organizacionais (pode ser neste tópico, por @ deste Fórum ou no FInterno).

Um abraço,

Kran :bravo:

AnvilFolk - April 15, 2009 10:02 PM (GMT)
E os números crescem! Hehe! Dificilmente serei Comandante da Esquadrilha, mas deixo aqui as informações necessárias para começar! Talvez incentive mais as pessoas, e sempre fica registado publicamente para não se andar a re-escrever as mesmas coisas.

Acho que será difícil arranjar o jogo cá em Portugal (mesmo encontrando deve ficar por uns 40 euros...), mas encomendado de fora fica por volta de 12€. Eu encomendei da Bullet Software, através do site www.play.com, aqui. Utilizo um serviço chamado MBNet, com o qual se criam números de cartões VISA virtuais, válidos durante um ou dois meses e com um limite máximo. É muito seguro! O valor pago debita da conta ao qual está associado.

O joystick pode-se arranjar cá. Qualquer um serve, mas sugiro que se arrange um que suporte os três eixos de rotação do avião (subir/descer nariz, fazer rolar o avião, e fazê-lo girar mantendo as asas horizontais). O meu (Logitech Attack 3, 20€ e é rasca) não tem o último eixo (girar horizontalmente). Na altura não sabia, mas dá imenso jeito tê-lo! Tem é um manípulo para definir o poder dado ao motor. Acho que todos os joysticks o têm. Não vale a pena ter "force feedback" (quando ele resiste ao movimento devido a velocidade excessiva, por exemplo), embora deva aumentar a imersão.

Se possível, fones e microfone - ou um conjunto. Isto só se houver interesse em voar online. Caso contrário é complicadíssimo comunicar. Depois é só instalar o TeamSpeak, que é grátis, e utilizar.

Finalmente, há um par de outros apetrechos, que são caros (para cima de 100€) mas opcionais, embora dêm jeito. Não tenho nenhum deles. Também não me saio muito bem no jogo, mas não vale culpar o equipamento ;)
- Track IR: quando se voa, é preciso estar sempre a olhar em volta. Quando somos perseguidos, é importante conseguir olhar para trás para ver o que o inimigo está a fazer. Sem isto, temos de o fazer com o rato ou com um mecanismo tipicamente bastante limitado do joystick. O Track IR é um dispositivo com sensores que se agarra a um boné, e que reage aos nossos movimentos da cabeça, libertando uma mão e sendo mais intuitivo, fácil e "realista". Há uma alternativa grátis chamada FreeTrack, onde é preciso comprar ainda uma câmara, comprar e construir as componentes do sensor que se agarra ao boné. Acaba por ser mais barato.
- Pedais (exemplo: precisamente para o tal 3º eixo, do rudder. Era também esse o mecanismo utilizado nos aviões da altura, como se pode ver pela imagem do cockpit mais acima. Eu uso teclas, o que é chato e complicado, e torna mais difícil apontar para o sítio certo, descolar, etc.


Um aviso: vertente offline (jogar só contra o computador) deixa bastante a desejar, já que a inteligência artificial não é nada do outro mundo, mas há campanhas de boa qualidade feitas por jogadores que podem ser instaladas. Um site comnunitário muito conhecido é o [www.mission4today.com]Mission 4 Today[/url].

Finalmente, antes de poder jogar online, será preciso instalar a última actualização 4.08m que se pode obter por exemplo aqui (uma pesquisa por sturmovik 4.08m dá montes de resultados).

Há imensos vídeos no YouTube de como o jogo é. Também me ofereço para levar o portátil e o joystick para mostrar e dar a experimentar o jogo numa próxima actividade, antes de alguém se decidir a fazer o investimento de dinheiro e de tempo necessário. É preciso muita, muita paciência para tirar prazer deste "jogo"... já o tenho há algum tempo e é habitual passar dias sem conseguir abater um inimigo! Há um livro grátis chamado In Pursuit, que dá algumas bases de vôo e de combate.

Mais qualquer pergunta, é só dizer! Entretanto enviei uma mensagem pessoal.

Mestre - April 16, 2009 12:56 AM (GMT)
Sim, senhor, parece que vai haver outro motor a roncar por aqui! ;)

Óptimo briefing para os novatos!... :) E já agora agradecia um C-47 para eu ter de onde saltar... :lol:


Aces high! :bravo:

Cris - April 16, 2009 08:07 AM (GMT)
Interessante...

Bem.. eu já conto com algumas horitas de combate... hehehe!!

Gostaria imenso de procurar as tuas cores no espaço virtual e quem sabe entrar numa dog fight...

Fico a aguardar o desenvolvimento da situação...

Cris

AnvilFolk - April 16, 2009 09:04 PM (GMT)
Frente a frente ou lado a lado está bem por mim :)

Infelizmente, não tenho o Combat Flight Simulator 3, e parece que o inverso é verdade para o IL2 Sturmovik. Fui ver rapidamente as comparações feitas entre os dois, e parece-me que há uma preferência pelo IL2, especialmente no que toca ao realismo. Salvo erro, é considerado por muitos como o simulador de aviação militar da Segunda Guerra Mundial. Haverá de sair uma sequela (que o meu computador não vai conseguir correr) nos próximos anos, cujo foco principal será a Battle of Britain.

Mestre, confirma-se a existência do C-47! Ainda hei de ver se consigo experimentar um (não é possível voá-lo directamente, e o cockpit deve estar incorrecto)! Aparentemente, era bem resistente! ;)

E finalmente, porquê fazer uma esquadrilha virtual quando pela mísera soma de £1.5 milhões de libras podemos obter um Spitfire? :lol:

Cris - April 17, 2009 10:07 AM (GMT)
Saudações AnwilFolk....

Bem..eu não tenho o IL2 Sturmovik, mas não é possivel fazer uma cópia??

Senão encomendo desse site que recomendaste...

Contudo em questão de Joystick tenho um modelo magnifico que dá um realismo impressionável em relação à dificuldade sentida pelos pilotos no controle daquelas magnificas máquinas, só mesmo experimentando é que dá para ver...

É o Joystick Microsoft Sidewinder Force II, que coloco desde já disponível para levar a Vendas Novas... se bem que os PC's que lá se encontram não me parece que tenham capacidade para rodar esse simulador...

Até uma próxima...

Cris



Mestre - April 17, 2009 08:02 PM (GMT)
QUOTE (AnvilFolk @ Apr 16 2009, 09:04 PM)
Mestre, confirma-se a existência do C-47! Ainda hei de ver se consigo experimentar um (não é possível voá-lo directamente, e o cockpit deve estar incorrecto)! Aparentemente, era bem resistente! ;)


O C-47, como qualquer outro avião americano da época, era, de facto, extremamente resistente, quer em termos mecânicos, quer em termos de fuselagem. A foto em causa mostra um bom exemplo disso. Houve casos muito complicados e os aparelhos conseguiram, como o apresentado, regressar à base. Grandes máquinas! E bem bonitas! :bravo:

AnvilFolk - April 21, 2009 03:47 PM (GMT)
Concordo! Mas confesso que sem as riscas brancas e pretas nas asas não acho que tenham nem metade da piada! :) O Mestre sabe o que significavam? Não parecem ter sido utilizadas na generalidade.

Aproveito também para dar relevância ao famoso B-17, a "Fortaleza Voadora". Há aqui algumas fotos absolutamente inacreditáveis de danos com os quais algumas delas ainda conseguiram voltar à base.



Cris: Já ouvi falar muito bem desse joystick, mas penso que já não o fazem, ou estou enganado?

Cris - April 22, 2009 06:06 AM (GMT)
Saudações...

Não estou muito ao corrente da produção desses periféricos, mas o que tenho em casa existe e recomenda-se...

Desde a força G, ao disparo das armas, tanto ao disparar como ao ser atingido, o "sentir" a roda do trem de aterragem a bater no solo e sentir a brusquidão dos travões para imobilizar o aparelho... é o mais aproximado que existe...

O B-17 " Flying Fortress " - que ganhou o nome de " The Queen Of The Skies ",
para além do sentimento de confiança que trazia às tropas no terreno, pela sua magnitude e sucesso nas missões, tinha uma caracteristica teimosa de sofrer fortes danos e mesmo assim conseguir regressar à base com os tripulantes...

Cris

Mestre - April 22, 2009 06:49 PM (GMT)
QUOTE
Concordo! Mas confesso que sem as riscas brancas e pretas nas asas não acho que tenham nem metade da piada! smile.gif O Mestre sabe o que significavam? Não parecem ter sido utilizadas na generalidade.


Tanto quanto sei, as riscas mencionadas foram apenas usadas, por motivos de fácil identificação, aquando da invasão da Normandia, em Junho de 1944.

nonnus - May 2, 2009 09:20 PM (GMT)
Meus caros...ao que parece, o meu pc ainda suporta a ligação PS/2 desses famosos joysticks. O que eu tenho é um force feedback, que tem todas as rotações que o joão mencionou tópicos acima...agora é só ver se encoontro o alimentador (corrente) e podemos começar a pensar na coisa ;)

Assim que puder deixo umas fotos, não de uma força virtual aérea mas de uma representação em miniatura do: A squadron da 5th Royal Tank Regiment, 22nd armoured Brigade, 7th armoured Division " Desert Rats" :)

Mestre - May 3, 2009 12:14 AM (GMT)
A true story of valor: Walter Perra

AnvilFolk - May 12, 2009 08:21 AM (GMT)
Nonnus: então, essas miniaturas? Ainda não apareceram! Nem o transformador, suponho? ;)


Obrigado, Mestre. Aproveito também para deixar este vídeo, onde Wally Parr, D Company, 2d Ox & Bucks Light Infantry, Air Landing Brigade da 6th Airborne Division do Exército Britânico fala sobre o significado do sacrifício supremo. Esta companhia, em 6 planadores Horsa, aterrou perto de, atacou e defendeu as pontes sobre o Canal e Rio Orne, até à chegada de reforços, no Dia-D. Devorei o livro do Stephen E. Ambrose sobre este evento!

Eles deram o seu melhor e, em muitos casos, a sua vida. Cabe-nos a nós aproveitar o que nos deixaram.

Mestre - May 15, 2009 03:32 PM (GMT)
QUOTE (AnvilFolk @ May 12 2009, 08:21 AM)
Obrigado, Mestre. Aproveito também para deixar este vídeo, onde Wally Parr, D Company, 2d Ox & Bucks Light Infantry, Air Landing Brigade da 6th Airborne Division do Exército Britânico fala sobre o significado do sacrifício supremo. Esta companhia, em 6 planadores Horsa, aterrou perto de, atacou e defendeu as pontes sobre o Canal e Rio Orne, até à chegada de reforços, no Dia-D. Devorei o livro do Stephen E. Ambrose sobre este evento!

Atenção relativamente a Stephen Ambrose, já que a sua obra relativa aos eventos do dia D na Normandia enferma de vários erros, apontados, nomeadamente por veteranos. Sugiro, no âmbito dos Screaming Eagles, George Koskimaski e Donald Burgett. Ambos combateram na 101 e relatam, não só a sua experiência pessoal, como a da Divisão sob a qual combateram. Sabem bem, eles, do que estão a falar. Sugiro também, a um nível mais amplo, embora ainda no domínio das forças americanas, Gerald Astor.

- Missão -
F Co, 501st PIR, 101st AB Div

AnvilFolk - May 16, 2009 11:59 AM (GMT)
Thank you very much, sir!

I will look into those references! I am still in the "light literature", to get some ideas of the general events that took place all those years ago - but hope to be able to move on soon.

Thank you again!

Mestre - May 16, 2009 07:45 PM (GMT)
If you're trying to grasp the essentials, the outline of the facts that shaped the Normandy D-Day landings and overall combat operations, one more reason to read Gerald Astor, in my point of view. By mistake, in utter hastiness, I mentioned his work dealing with the American forces only. I have to assert that that's not right - he shows what happened, as well, in the British and Canadian sectors. The correction stands, along with the reading suggestion. I aver that it's "light" enough, being quite sound at the same time.

- Missão -
F Co, 501st PIR, 101st AB Div

Mestre - May 17, 2009 11:20 AM (GMT)
After so many missions, one of the few that made it, still alive and sharing memories... And a very young boy keeping his past fresh to posterity...

Past and Present


- Missão -
F Co, 501st PIR, 101st AB Div

AnvilFolk - May 21, 2009 02:00 PM (GMT)
Só agora reparei nesta sua nova mensagem.

São pessoas assim que não me fazem perder a esperança! Ainda hei de arranjar tempo para ver melhor o site do rapaz, que se encontra aqui!

Obrigado!

AnvilFolk - July 12, 2009 01:11 AM (GMT)
user posted image

De acordo com os Britânicos, este dia 10 de Julho comemorou-se os 69 anos do início da Battle of Britain. Nesse mesmo dia, em 1940, a Luftwaffe lançou bombardeiros que voaram sobre o Canal para atacarem alvos logísticos (shipping convoys), dando assim início às hostilidades.

Até Outubro (de novo, de acordo com os Britânicos - as datas desta batalha são contestadas), os pilotos da RAF tiveram de se confrontar com rácios absolutamente inacreditáveis. Muitas vezes, vôos e 6 e 12 aviões tinham de se debater com mais de uma centena de aviões inimigos com uma enorme superioridade de altitude.

As mortes foram constantes de ambos os lados. Muitas vezes, eram mortes horríveis, com plena e perfeita consciência do que iria acontecer. Combates a baixas altitudes resultavam na impossibilidade de saltar a tempo do para-quedas diminuir a velocidade da queda, do para-quedas abrir, ou mesmo de se saltar do avião. Outras vezes o avião pegava fogo e o piloto ardia. Outras vezes ainda, as altas velocidades implicavam a impossibilidade de sair do avião, e o piloto via o chão a aproximar-se até ao momento do impacto. O combate era definitivamente menos pessoal do que o na terra, mas há vários relatos de pilotos verem os metralhadores dos bombardeiros a falecerem devido ao seu fogo. Também não nos devemos esquecer das experiências pessoais porque estes homens tiveram de passar: o trauma físico e, quase sempre, psicológico, da situação em que estavam.

Também convém referir o Blitz: depois dos ataques às linhas marítimas, o foco dos alemães virou-se para as cidades e para os aeródromos da RAF. Saberão que Londres foi bombardeada repetidamente, e que houve inúmeras baixas civis... mas os ataques não se limitaram a Londres, e todas as cidades significativas foram atacadas, sobretudo na costa Sul. O Norte também não escapou, no entanto, com vôos alemães a descolarem dos países Escandinavos (sobretudo Noruega, salvo erro). No total, cerca de 43.000 civis faleceram e mais de um milhão foram feridos.

O que é certo é que os bravos pilotos da RAF conseguiram manter-se firmes, e resistiram aos constantes bombardeamentos e Freie Jags (fighter sweeps) da Luftwaffe. A Operation Sea Lion - a invasão da Grã-Bretanha - foi adiada pelo Hitler devido à impossibilidade de obtenção de superioridade aéria sobre as ilhas e à incerteza que daí advinha.

Enfim, não vos maço mais... mas não queria deixar passar a data.

AnvilFolk - November 3, 2011 01:52 AM (GMT)
Ao longo dos últimos 2 ou 3 anos o meu interesse pela aviação na WWII tem vindo a consolidar-se no teatro do Pacífico. Há algo nos porta-aviões e na imensidão do oceano que me atrai... Ainda mais que no combate aéreo sobre terra, um erro simples pode ser fatal... Não consigo parar de ler sobre o assunto, e quanto mais leio mais interessado fico. Recentemente li o gigantesco e completíssimo At Dawn We Slept (Prange, et al), Miracle at Midway (idem), Inferno: The Epic Life and Death Struggle of the USS Franklin in World War II (Springer), Carrier Warfare in the Pacific (Wooldridge), A Dawn Like Thunder (Mrazek). Como me interesso particularmente pelo dia-a-dia dos homens que estão na frnete, estes últimos 3 foram leituras espectaculares para mim.

Recentemente juntei-me a um esquadrão virtual online (mais uma vez, no IL2 Sturmovik: 1946). Não nos levamos muito a sério, dado que há membros que não se interessam particularmente por história, mas baseamo-nos, por alto, no grupo aéreo do USS Franklin (CV-13). Voamos sobretudo TBM/F Avengers, especializando-nos em ataques com torpedos. Fiz um pequeno video com imagens das nossas "sorties", com um programa de rádio da altura tangencialmente relacionado com a missão que estávamos a fazer.

http://www.youtube.com/watch?v=pydb6Z0patU

As baterias anti-aéreas do porta-aviões inimigo estragaram-me um dos trens de aterragem se eu saber. De dentro do cockpit é difícil de descobrir o que é que se partiu a não ser que seja... conclusão: fui aterrar, sem saber, só com uma roda. O resultado está no vídeo. Aterrei de levezinho, mas a asa do lado sem roda bateu no chão, e fez o meu avião ir contra a "ilha" do porta-aviões... e foi o fim de mais um piloto! Outro dos nossos pilotos veio tão desamparadamente que partiu o trem de aterragem que lhe restava, e portanto foi a direito, sobrevivendo! Tenho de começar a tentar fazer piores aterragens! :)

Espero que achem piada!




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