Gonçalo Mendes da Maia (Maia, 1079 — Batalha de Ourique, 1155) – conhecido como "O Lidador" – foi um comandante militar e um cavaleiro português.
Nascido na vila do Trastamires (actual Maia), junto à cidade do Porto, D. Gonçalo pertencia à família dos Mendes, tendo como irmãos Soeiro Mendes e D. Paio Mendes.
Na mocidade, por sua fidalguia e afinidade espiritual, tornou-se um dos maiores amigos do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. A vontade férrea de D. Gonçalo e suas inúmeras e épicas conquistas no campo de batalha – em que o risco à vida era o eterno desafiante – granjearam-lhe o cognome de "O Lidador".
Segundo a lenda popular, no dia em que comemorava 95 anos, Gonçalo Mendes estava na frente de uma batalha contra os muçulmanos, que estava a correr mal para o lado português. De repente, ganhou renovado vigor e, juntando um grupo de combatentes, atacou o inimigo. Este, ao ver um soldado envelhecido atacar com a força de um jovem, julgaram-se perante um acto mágico, o que lhes diminuiu o moral.
Assim, um dos maiores líderes muçulmanos decidiu enfrentar Gonçalo Mendes, na esperança de reconquistar o moral das duas tropas. Apesar de gravemente ferido, Gonçalo Mendes conseguiu derrotar o seu adversário, com efeitos demolidores, pois o exército muçulmano, sem líder, desorganizou-se, pelo que as tropas portuguesas conseguiram ganhar a batalha.
Findo esta, Gonçalo Mendes terá sucumbido aos ferimentos.
Para acabar,gostaria de fazer uma homenagem a este Grande Homem,pois foi um grande Guerreiro,sou um grande admirador deste Homem,com um H grande
:bravo: ,Abraços.
Primeiro, uma correcção: a batalha de Ourique foi em 1139, não em 1155. Depois, toda a história de Gonçalo Mendes da Maia, como a conhecemos, nada mais é do que uma mitificação à posteriori, levada a cabo, ou encomendada por um seu descendente, durante o século XIV, como acontece, aliás, no caso de Egas Moniz.
Gonçalo Mendes da Maia foi um dos muitos filhos segundos que, não dando continuação à sua linhagem, ingressava em mesnadas de ricos-homens e de infanções, em hostes municipais, em serviço de corte, ou postulava no clero secular ou regular (Ordens Militares incluídas). Tendo sido alguém tão insignificante em termos históricos, concretos, duvido que alguém conheça, sequer, o local onde foi sepultado.
Temos tantos homens notáveis na nossa História, com reais feitos realizados, a quem podemos (e devemos) mostrar a nossa admiração e respeito...
Um filho segundo, contemporâneo, com verdadeira grandeza? Um notável exemplo: Gualdim Pais... Fundou Tomar, conduziu homens, combateu na Terra Santa e em Portugal, ajudou a concretizar o sonho de um outro, também contemporâneo, grande homem: D. Afonso Henriques, que o armou cavaleiro e muito o estimava.
O poder das histórias na História continua, ainda, a servir pretéritos prestígios... Mas é nosso dever reconhecê-lo e contextualizá-lo, para que sirva o Conhecimento: avantesma sempre incompleta, lacunar, em perpétua reformulação.