Caldeirão Furado
| Marauder's Map |
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The Big One

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Joined: 16-July 08

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O Caldeirão Furado é um bar e hospedaria localizado em Londres. É um lugar famoso por esconder a passagem para o Beco Diagonal. É um barzinho sujo e malcheiroso.
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| David Schvartzmann |
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Professor de Astronomia e Vice-diretor
    
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Joined: 17-July 08

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Entrou discretamente no lugar. Era óbvio que, com o número de pessoas que havia ali, não seria notado. De fato havia mais gente do que da última vez que passara por ali. Talvez porque fosse véspera do embarque e a agitação de pais visitando o Beco para comprar de última hora os materiais dos filhos que iriam para Hogwarts aumentasse o movimento. Movimento, aliás, com o qual teria de se acostumar. Mas não ali.
De certa forma, o ambiente sombrio do Caldeirão o agradava. Sentia-se "em casa" - apesar da agitação. Ficou parado, pouco em frente à porta, procurando alguma eventual mesa "livre". Não passaria dali - não tinha interesse nenhum em "passear" pelo Beco, ainda mais com toda aquela agitação. Precisava sentar e pensar, por a cabeça em ordem; tinha de estar preparado, de todas as formas possíveis. Não podia falhar. Não como da última vez, da qual sequer se recordava, mas de que "ele" tanto falava e o criticava por ter sido um idiota.
Mesas vazias não havia. Ou melhor, havia. Uma, no canto, à sua esquerda. Perfeito. Dirigiu-se prontamente até ela, imaginando que se algum infeliz qualquer sentasse ali antes dele seria arrancado "à força". Não, não podia fazer isso, precisava se controlar. Isso não seria nada... "agradável". Felizmente não aconteceu. Sentou-se, apoiando os cotovelos sobre a mesa, e logo sendo abordado por um infeliz lhe perguntando se desejava alguma coisa. Dispensou-o apenas fazendo um sinal com a mão direita para que se afastasse e indicando que não desejava nada no momento. Só precisava ficar sossegado. E pensar.
Porém, não imaginava que isso seria um pouco mais difícil do que estava pensando. Nem dois minutos depois de ter se sentado, um homem que estava sentado em uma mesa próxima - e que visivelmente havia bebido, o que quer que fosse, um tanto demais - levantou-se e foi até ele. O infeliz praticamente jogou-se sobre a mesa, colocando sua enorme cara rechonchuda e avermelhada bem na frente de David. O homem começou a balbuciar algumas palavras que a David pareceram ininteligíveis, embora pudesse sentir o hálito nada agradável do infeliz..
Fez sinal para que o homem o deixasse em paz, recusando-se a abrir a boca para dizer qualquer coisa que obviamente não seria entendida. O idiota, contudo, continuou parado, com o tronco deitado por sobre a mesa, balbuciando as mesmas porcarias. David respirou fundo e repetiu o sinal, desta vez de maneira mais enérgica. Mas, novamente, não houve efeito. Fechou os olhos, cerrou os dentes; como podia ter auto-controle com um imbecil como aquele? Num só movimento, põs-se de pé e sacou a varinha com a mão esquerda, apontando-a diretamente para o rosto do homem, a ponta encostada no nariz do sujeito.
- É melhor sair daí, balofo, ou vai queimar bem rápido. Do jeito que está, diria que mais rapida e dolorosamente do que imagina. - disse, num tom de voz que poderia soar calmo, mas alto o suficiente para que boa parte do Caldeirão escutasse.
Notou que várias pessoas, principalmente as que estavam mais próximas, haviam parado o que faziam e agora observavam a "cena". Não seria nada bom se soubessem que o novo vice-diretor de Hogwarts agia daquele modo.. Felizmente, ainda não sabiam quem ele era; imaginava que não. Puxou o braço, guardando novamente a varinha no bolso, enquanto o bêbado levantava-se e retornava, aos resmungos, à mesa em que estava antes. Sentou-se novamente, evitando olhar na direção dos curiosos. Voltou os braços sobre a mesa. Esperava que ao menos o deixassem sossegado agora.
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"Eu, David Schvartzmann, admito que mesmo que tivesse séculos para me aprimorar jamais chegaria aos pés da minha querida Leone no que ambos fazemos de melhor" =z Admito que estou morrendo de saudades da Isa u_u' sim, é verdade u.u *capota
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| Leone Serghei |
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Professora de Estudo dos Trouxas
   
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Véspera do embarque para Hogwarts... Do primeiro ano em que Leone Serghei ocuparia uma cadeira no corpo docente daquela escola. Estudo dos Trouxas. Não estava realmente ansiosa para ter de voltar a aquele lugar, embora suspeitasse que não encontraria nenhuma das pessoas de antes por lá e apenas a idéia de ter de tolerar estudantes... Já a tirava do sério. Se os poucas pessoas a quem ela ensinava na Romênia já a tiravam do sério mesmo conhecendo bem a que tipo de punição ela era mais chegada... O que esperavam que fizesse por um pouco de paz onde só podia dar detenções?
Mas precisavam de alguém lá. E embora justificasse tudo por uma questão de competência, todos os que deixara para trás ao escolher a si mesma sabiam que, apesar de um ponto justo, aquele não era o verdadeiro. Leone não deixaria Hogwarts exposta aos seus alunos. Aquela escola era sua... E mesmo que fosse ainda menos simpática do que seus garotos, apenas ela entendia a própria relação de amor e ódio com o lugar, e apenas ela a respeitaria. Não que fosse concordar com os próprios pensamentos quando eles a levavam a isso, mas...
Era a mais pura verdade.
A bruxa chegara em Londres dois dias atrás, e desde então já encontrara pelo menos três de seus subordinados que haviam resolvido passear por lá. Se estavam preocupados com ela ou tentando vigiá-la, não sabia... Mas tratara de tirar todos de seu caminho logo que possível: Por bem ou por mal.
Mesmo sem o problema de encontrá-los por aí, no entanto, não poderia dizer que estivera exatamente feliz durante os dias anteriores... Os que precediam aquele dia 31 de Agosto que, por acaso, também vinha a ser seu aniversário. 54 anos... E, como sempre, sua moral conseguia estar ainda mais baixa naquela data. Não que lamentasse a chegada da idade, ou o que quer que fosse... Mas podia contar nos dedos os anos em que realmente viveradepois dos dezoito. E todos eles estavam incluídos na pequena duração de seu primeiro casamento... E em partes picadas do tempo que passara em Hogwarts.
Deixou o hotel logo que amanheceu, já tendo enviado a maior parte de sua bagagem para a escola na noite anterior, afim de ir ao Beco Diagonal para comprar livros ou qualquer coisa que pudesse fazer com que pelo menos parecesse uma professora de Estudo dos Trouxas. Largou o carro na garagem do hotel e apanhou o metrô, descendo o mais perto possível do Caldeirão Furado e apenas lançando um olhar breve para os ocupantes pub superlotado enquanto se dirigia à famosa parede dos fundos...
- É melhor sair daí, balofo, ou vai queimar bem rápido. Do jeito que está, diria que mais rapida e dolorosamente do que imagina.
As palavras entoadas em um tom de voz alto sobrepuseram a confusão generalizada de vozes, logo atraindo sua atenção e a de muitas pessoas ao redor. A princípio a bruxa sequer deu muito crédito àquele princípio de confusão, logo virando-se para continuar sem eu caminho, até que a ficha caiu. Conhecia aquele bruxo... O vira em Hogwarts, quando teve a infelicidade de ter de se submeter a uma entrevista de emprego. Entrevista. Em Hogwarts. Ela. A cada dia o humor irônico de seu destino a irritava mais e mais.
Abrindo caminho por entre os poucos bruxos de pé, fez sinal para o balconista, que parecia considerar se intervia ou não naquela situação, pedindo que deixasse que ela lidasse com os dois bruxos. Sem sacar a própria varinha, apoiou uma das mãos sobre a do bruxo, a pressionando de leve afim de incentivá-lo a baixar a arma enquanto falava:
- Acredito que isso não será necessário, senhor... - baixando o tom de voz, se aproximou do bruxo, prosseguindo em um tom de voz mais baixo, de forma que as poucas pessoas ao redor não pudessem escutar – Caso tenha se esquecido, este não é um estabelecimento cem por cento bruxo. Se é confusão que procura, eu ficaria deliciada em te oferecer aulas de duelo em particular... Mas acho que existem infinitas contra indicações ao vice-diretor de Hogwarts atear fogo a um trouxa em público. Não concorda?
Largou o bruxo, o fuzilando com o olhar por alguns instantes antes de dar atenção ao bêbado. Tudo bem...Aquela criatura idiota e alcoolizada merecia o tratamento que estava recebendo... Mas, se pudesse trataras pessoas sempre como elas mereciam Leone certamente seria muito mais feliz. Maldito bom senso. Deu a volta por trás do bruxo, puxando uma cadeira e apoiando as mãos em seu espaldar enquanto falava em um tom ríspido:
- Suma da minha vista antes que eu te mostre as conseqüências de perturbar uma mulher já irritada. E falo sério... Se em dois segundos você não estiver longe desta mesa, vou me certificar que jamais seja capaz de lidar com qualquer mulher pelo resto de sua vida... – olhou rapidamente para o ponto entre suas pernas, abrindo um sorriso sarcástico enquanto ocupava a cadeira e apanhava um cardápio velho e já meio detonado, não tornando a olhar para o homem enquanto concluía: - Não que você pareça muito capaz no momento, mas, em todo caso... Não deixa de ser melhor do que nada. Certo?
Ergueu os olhos rapidamente para o trouxa, erguendo a sobrancelha como se questionasse o que ele ainda fazia por ali e logo desviando a atenção dele para pedir uma dose de Arac ao atendente. Só então virou-se para o bruxo ao seu lado, perguntando:
- Vai ficar de pé aí o dia todo? E depois ainda falam que o cavalheirismo não morreu... Bom dia, senhor, meu nome é Leone Serghei, obrigada por perguntar. Oh, sim, claro, eu adoraria acompanhá-lo em sua mesa, já que o resto do bar está lotado... Claro, claro que pode me oferecer uma bebida. Ow, não precisava dar os parabéns, vá... Estou tentando fingir que não é meu aniversário.
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»Serghei "Eu, Leone, admito que sempre quis voar na mesma vassoura daquele gostoso do Ryan Stratford *-*"Goosed x~ (19.07)
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| David Schvartzmann |
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Professor de Astronomia e Vice-diretor
    
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Ficou espantado e de certa forma admirado quando uma mulher abriu caminho por entre os infelizes parados ao redor e interviu em toda a situação, primeiro fazendo com que ele baixasse a varinha e lhe dando uma espécie de sermão, depois voltando-se para o bêbado e mandando que o homem saísse logo dali, de um jeito bastante... peculiar. David não sabia de onde ela surgira, mas não gostou da maneira com a qual ela se comportara. Pensava que podia lhe dar ordens? Quem achava que era? Uma estranha... Bem, talvez não fosse tão estranha.
Permaneceu ao lado da mulher enquanto ela pedia uma dose de Arac , esforçando-se para lembrar de onde a conhecia. Claro. Não fazia muito tempo a vira em Hogwarts, provavelmente estivera lá - como ele - para ser entrevistada pelo diretor. O diretor, aliás... um velho amalucado e, pelo que ouvira, sem um pingo de juízo na cabeça. Só podia ser maluco mesmo para colocar uma pessoa que mal conhecia - no caso, ele - como vice-diretor da escola. Nem o próprio David esperava por aquilo, apesar de reconhecer que as "referências" que lhe haviam forjado eram excelentes e bastante... convincentes. Ótimo; seria perfeito.
Quanto à mulher, contudo, tinha uma estranha sensação de que a conhecia além disso; de que não a vira uma única vez, apenas de relance, no período das entrevistas em Hogwarts. Pura imaginação sua. Talvez quisesse tê-la conhecido, para poder implicar e dar-lhe uma boa resposta. Devia ser isso. Respirou fundo, lembrando-se de que devia se controlar, ainda mais no caso de a mulher ser mesmo sua colega. Tinha de ser "apreciado" por todos, como "ele" dissera. Desta forma não levantaria suspeitas. Teve os pensamentos interrompidos pela voz da mulher ao seu lado, que voltava a falar com ele:
- Vai ficar de pé aí o dia todo? E depois ainda falam que o cavalheirismo não morreu... Bom dia, senhor, meu nome é Leone Serghei, obrigada por perguntar. Oh, sim, claro, eu adoraria acompanhá-lo em sua mesa, já que o resto do bar está lotado... Claro, claro que pode me oferecer uma bebida. Ow, não precisava dar os parabéns, vá... Estou tentando fingir que não é meu aniversário.
Olhou ainda mais admirado para a mulher; não esperava por essa... reação. Manteve os olhos nela, mexendo os lábios como se fosse dizer algo e não conseguisse, e visivelmente confuso, sem saber o que dizer ou fazer. Há tempos que não ficava... dessa maneira. E, geralmente, somente "ele" o deixava assim, principalmente nos primeiros anos depois do "despertar". Ainda sem alterar a expressão do rosto, disse, tropeçando nas primeiras palavras:
- Bem, eu... bom... sou David... David Schvartzmann. - fez uma pausa, só então "alternando" para um sorriso e uma expressão mais "simpática" - Desculpe-me pelo mau jeito, senhora... Serghei. Eu realmente me exaltei. Nervosismo de principiante. Por favor, faça-me companhia. E quer dizer que é aniversariante.. Devo levantar e conclamar um "parabéns a você"? Não sei por quê, mas acho que a senhora não ficaria muito contente com isso...
Continuou sorrindo e olhando para a sra. Serghei. Imaginou que talvez o que dissera por último soasse um pouco irônico, mas de fato não fora sua intenção. Se conseguira ao menos parecer mais "simpático", já estava satisfeito. Não seria bom se a mulher ficasse com a primeira (ou "quase" primeira) impressão que tivera dele...
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"Eu, David Schvartzmann, admito que mesmo que tivesse séculos para me aprimorar jamais chegaria aos pés da minha querida Leone no que ambos fazemos de melhor" =z Admito que estou morrendo de saudades da Isa u_u' sim, é verdade u.u *capota
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| Leone Serghei |
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Professora de Estudo dos Trouxas
   
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Leone percebera que o bruxo não ficara exatamente satisfeito com sua intromissão, mas então, quando é que ela realmente se incomodara com isso? Mexendo distraidamente com uma ponta solta do cardápio entre os dedos, tentando dividi-lo ao meio enfiando as unhas na fresta, apoiou o cotovelo do outro braço na mesa e o queixo por sua vez na palma deste, visivelmente entediada enquanto observava a porta.
Ao lançar um olhar rápido ao bruxo ao lado, no entanto, percebeu que ele movia a boca como se buscasse as palavras certas, e logo abriu um sorriso. Embora ele possuísse rugas de expressão que sequer haviam se manifestado na bruxa ainda, o rapaz parecia bastante jovem. Jovem demais para o ar de autoridade que parecia emanar dele...E que desaparecera completamente naquele instante divertido e familiar de hesitação. Ao vê-lo agir daquela forma por um instante se sentiu na presença de um velho amigo...
Ou teria se sentido. Se ainda tivesse amigos vivos.
O bruxo logo se recompôs, no entanto, recobrando aquele mesmo aspecto de quem domina a situação perfeitamente. Em resposta a tal atitude Leone simplesmente largou o cardápio, apanhando o pequeno copo que o garçom lhe levava e passando a se distrair correndo o dedo ao redor da boca do objeto de uma maneira bastante peculiar. Virando o rosto sobre o queixo para observar o bruxo melhor, acenou para o garçom pedindo que levasse uma dose para ele também, procurando com o pedido marcar seu território de “dona da situação” de uma maneira quase inconsciente.
Sorriu ligeiramente ao escutar a frase final do bruxo, imaginando a própria cara se ele realmente fizesse aquilo. Seria algo diferente... Talvez até engraçado, para variar... Não, não, não. Não seria. Era o tipo de comportamento tolo que tanto a irritava. E ela se recusaria terminantemente a permitir que Hogwarts ou suas pessoas a influenciassem antes mesmo que pisasse no castelo... Ou melhor, se recusaria a permitir que isso ocorresse sob quaisquer circunstâncias.
Não era mais uma tola que achava que poderia ser feliz fugindo de si mesma naquele Castelo. Era uma bruxa com uma missão... Uma missão que ela mesma se dera. E ninguém melhor do que ela sabia que as tarefas que delegava não toleravam falhas...Especialmente as suas próprias.
Suspirou, percebendo que se perdera em pensamentos, e logo respondeu o bruxo em um tom disfarçadamente mal humorado, proferido como se o “mal humor” fosse apenas uma pequena ironia para responder seu comentário levando na brincadeira... Embora no fundo ele fosse bastante real.
- Prazer em conhecê-lo, sr. Schvar... Não sei pronunciar isso. David, pode ser?
”David, para que eu me lembre daquele idiota toda vez que lhe dirigir a palavra... Sua masoquista filha da...”. Completamente esquecida do quão forte sua bebida era, Leone concluiu o próprio pensamento com um gole bastante mais longo do que o recomendável... Que teve como resultado óbvio um copo largado às pressas sobre a mesa enquanto ela levava a mão ao peito, sem ar enquanto o líquido descia queimando por sua garganta. Aquela porcaria tinha gosto de perfume! Onde estava com a cabeça quando decidira que gostava daquilo...?
No teor alcoólico, claro.
Apanhou o pouco que restara da dose, observando o interior do copo e acenando para que o garçom lhe levasse outra quando fosse levar a de David, e logo terminando de falar, ainda com a voz um pouco estranha:
- Não tenho o que desculpar... Não é como se eu mesma não sentisse vontade de fazer imbecis como aquele deixar de desperdiçar espaço no mundo. Mas, como infelizmente não podemos sair por aí varrendo o lixo... Te garanto que você com sua quase ação está muito mais satisfeito consigo mesmo do que eu com minha ameaça...
Cortou o próprio raciocínio, percebendo que começava a divagar mais do que seria recomendável... Da mesma forma que geralmente fazia ao chutar de lado discursos sobre Defesa Sobre as Artes das Trevas, os transformando puramente em Artes das Trevas. Aquela definitivamente não era uma boa linha de assunto a se seguir enquanto ela bebia. Mesmo.
Recebeu as duas doses do garçom, entregando uma ao bruxo enquanto erguia a sua própria em um pequeno brinde, o convidando a imitá-la.
- Se você brindar ao meu aniversário, juro que garantirei que não chegue à minha idade... A Hogwarts, então? Desejemos sorte à escola... Para que agüente todo nosso bom humor.
Sopre as velinhas e faça um pedido. Não pediria poder que queria para si, pois já o contava como certo... Pediria que ele estivesse em qualquer lugar que não fosse a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. E se isso não fosse possível... Que ao menos ela não esbarrasse com nenhum conhecido em sua empreitada. Esperar que uma vez na vidao próprio destino não lhe frustrasse...
...Era querer demais?
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»Serghei "Eu, Leone, admito que sempre quis voar na mesma vassoura daquele gostoso do Ryan Stratford *-*"Goosed x~ (19.07)
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| Demeter Huké |
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Sonserina, 7º ano

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Joined: 18-July 08

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Demeter chega ao Caldeirão Furado, odiava aquele lugar, sempre quando passava por lá, alguém mexia com ela, é claro, dava para perceber que ela era bem mais fina que o resto que ali se encontrava.
Passaria o mais rápido possível por ali, não aguentava nem o cheiro do lugar, cheirava a bebida e cigarro, um horror. Mas fazer o que, era a passagem mais próxima para o Beco Diagonal de sua casa. Ela não ia de Pó de Flu, achava nojento.
Demeter passando rápido por lá, reconheceu o vice-diretor da Corvinal e a professora de estudo dos trouxas, matéria que achava ridícula. Demeter ficou pasma, eles ali, bebendo junto com a ralé, credo, que vergonha, não teria mais respeito por eles, como se tivesse.
Quando Demeter chegou até os fundos, onde ficava a parede de tijolos que dava para o Beco Diagonal, antes de entrar expulsou qualquer individuo que ali estava.
-Muito bem, vamos para um dos meus lugares favoritos! O Beco Diagonal!
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| David Schvartzmann |
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Professor de Astronomia e Vice-diretor
    
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Joined: 17-July 08

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Percebeu que a bruxa havia ficado pensativa após ele ter falado, e após ela ter acenado ao garçom, pedindo que trouxesse outra dose de bebida, no caso, para ele. Pensou em recusar, mas achou que não pareceria educado, visto que o garçom já se aproximava com um copo. Não que não estivesse acostumado a beber, mas não sabia exatamente o quão alcoólico era o tal Arak.
Pegou o copo, "enrolando" com ele na mão enquanto voltava a observar a bruxa. Ainda se perguntava se ela teria se sentido ofendida, de alguma maneira. Não; tinha certeza que não. A expressão do rosto dela não era de alguém que se ofendera. Estava apenas reflexiva. E esse tipo de expressão ele conhecia muito bem... Manteve-se em silêncio também, quase deixando-se perder em suas lembranças, como sempre acabava acontecendo após certos momentos felizes como aquele. Lembranças, porém, de coisas das quais ele não recordava - de antes do "despertar". Imagens soltas e vagas surgiam em sua mente, um túnel estreito e escuro, uma espada, mãos sujas de sangue. Tudo desconexo, aparentemente sem sentido. Por que "ele" não lhe contava de vez o que acontecera?
Não teve tempo de "desenvolver" mais seus pensamentos, que foram interrompidos pela voz forçadamente mau-humorada da sra. Serghei, perguntando se poderia chamá-lo simplesmente de "David", com o que concordou acenando com a cabeça. Levou o copo à boca, sentindo logo de cara o cheiro forte da bebida, que notavelmente não deveria ser ingerida tão... rapidamente. Ao menos não tanto quanto a sra. Serghei, que dera um longo gole e agora jogava o copo sobre a mesa e punha a mão sobre o peito, "atordoada" com o 'efeito'. Sorriu discretamente, finalmente tomando um gole - menor que o da bruxa. Mesmo com o "cuidado", sentiu os olhos arderem (a ponto de ter que fechá-los) e a garganta queimando. Que droga de coisa era aquela? Bem, não era tão ruim. Só horrível. Mas era bom.
Não demorou dois minutos para que acabasse logo com a dose, e ao final dela seu rosto já estava consideravelmente... corado. Sentia o calor na face, mas não se importava. Naquele momento, sua mente já "viajava" nas coisas que há pouco estava determinado a refletir sobre - sozinho. A bruxa pediu outra dose, e David também pediu, ao que o garçom já levava os copos. Ouviu o que a mulher disse sobre sua atitude de há pouco, concordando com a cabeça, e de maneira mais entusiástica quando ela mencionou que não podiam (infelizmente) sair varrendo o lixo dali...
O garçom voltou com os copos, e a bruxa pegou um e entregou o outro a David. Depois, ela levantou seu copo, sinalizando um brinde. David também levantou o copo, e o estendeu, encostando-o no de Leone, que disse:
- Se você brindar ao meu aniversário, juro que garantirei que não chegue à minha idade... A Hogwarts, então? Desejemos sorte à escola... Para que agüente todo nosso bom humor.
Deu um sorriso largo, como há muito tempo não fazia. Pelo menos não de maneira consciente. Bom, mas quem poderia dizer que estava consciente naquele momento? E isso que ainda nem havia encostado a boca no segundo copo...
- A Hogwarts! - concordou, puxando o copo de volta e levando-o à boca.
Hogwarts precisaria mesmo de sorte, imaginou. Não que de fato desejasse sorte à escola, pois dessa forma ele não conquistaria seus objetivos. Na verdade, gostaria de conquistá-los sem necessariamente causar danos ao lugar para o qual iria (não entendia bem o por quê desse 'sentimento'). Mas talvez essa não fosse a vontade "dele". Bem, "ele" que fosse para o inferno... Só faria o que bem entendesse. E ponto. Emendando o 'assunto' do qual falavam, começou a divagar em voz alta certas coisas que jamais diria em estado... "normal".
- E sorte para nós também... Para agüentar o que virá pela frente naquele lugar. Bem, por mim eu não iria, sabe? Mas o maldito disse que não tinha outro jeito. Hnf, nunca tem... O jeito é ir e encarar o que quer que seja.
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"Eu, David Schvartzmann, admito que mesmo que tivesse séculos para me aprimorar jamais chegaria aos pés da minha querida Leone no que ambos fazemos de melhor" =z Admito que estou morrendo de saudades da Isa u_u' sim, é verdade u.u *capota
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| Biaa Le Flay |
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Professora de Trato das Criaturas Mágicas
       
Group: Professores
Posts: 37
Member No.: 8
Joined: 17-July 08

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Já era noite quando Bia entrou no Caldeirão Furado, estava com um aspecto cansado e trazia consigo dois malões bastante pesados. Acabara de chegar da Romênia, onde estava estudando o comportamento dos dragões, ia ficar no Caldeirão até chegar o dia de embarcar para Hogwarts, onde vai lecionar Trato das Criaturas Mágicas. Ela caminhou até o balcão e pediu um quato, o barman lhe deu a chave do quarto 10 e ela subiu para deixar as malas. O quarto er pequeno e mal iluminado, com uma cama de dossel e uma pequena inscrivaninha, além de um banheiro; ela entrou e deixou as malas ao lado da cama, seu maior desejo era deitar naquela cama e dormir, pois estava bastante cansada, mas o seu estômago falou mais alto e ela desceu para comer alguma coisa. Ao chegar no salão passou por duas pessoas que pareciam está comemorando algo.
- A Hogwarts! - E sorte para nós também... Para agüentar o que virá pela frente naquele lugar. Bem, por mim eu não iria, sabe? Mas o maldito disse que não tinha outro jeito. Hnf, nunca tem... O jeito é ir e encarar o que quer que seja.
Ao escutar essas palavras ela parou e se virou para as pessoas ali presentes.
-Boa Noite, não pude deixar de escutar, vocês também vão para Hogwarts?
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NarraçãoFalaPensamentoOutros Personagens | CODE | [color=#000000][/color] [color=#8080FF][/color] [color=#0080FF][/color] |
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| Priscila Grings |
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Professora de Aritmancia
  
Group: Professores
Posts: 14
Member No.: 37
Joined: 20-July 08

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Narração -Fala Fala de outros personagens
Pri entra no bar vestida com uma capa, sentou-se e pediu uísque de fogo.
-Boa Noite, não pude deixar de escutar, vocês também vão para Hogwarts?
Escutou uma mulher perguntar para algumas pessoas. Abaixou o capuz da capa, e olhou para a mulher:
-Você também vai? Prazer, meu nome é Priscila Grings, sou a nova professora de Aritmancia.
Sorrindo, estendeu a mão para ela.
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| Escarlat Áine |
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Monitora Grifinória, 7º ano
          
Group: Monitoria Grifinória
Posts: 50
Member No.: 6
Joined: 17-July 08

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Talves fosse melhor não ter vindo.Pensava a garota, que ainda encarava a frente do velho Caldeirão Furado, se perguntando se entraria ou não.Escarlat nunca fora muito de sair da mansão em que vivia , não gostava muito, na verdade tinha medo.A jovem tinha a pele branca como seda, e cabelos castanho claro.O que mais chamava atenção era a grande beleza que possuia, e seus belos olhos azuis, que refletiam misterios e faziam qualquer um parar para admira-los.Escarlat segurava uma pequena bagagem de couro negro, e vestia um belo vestido preto com discretas rendas, e por cima uma capa para se proteger do frio.Calmamente ela andou até a porta do bar e ao abrir sentiu um forte aroma de Wisky, passou os olhos pelo lugar que estava até bem movimentado, e foi calmamente até o gerente para que ele a desse a chave de um quarto e quardasse sua bagagem.Após resolver seu problema com o quarto, ela foi em direção a uma mesa e se acomodou.Logo veio um garçom que anotou o pedido da garota e sumiu a procura deste.Ainda olhando discretamente viu ao seu lado um grupo de pessoas,que conversavam.Eram professores de Howgarts.Não teve como não escutar a conversa.Talvez aquela seria uma boa hora para se apresentar.Ela levantou da mesa e foi em direção aos ali presente, com um pequeno sorriso.
Boa noite, me desculpe mas não pude não escutar.Voces são professores de Howgarts?!- Disse ela educadamente.- Sou uma aluna transferida do 7º ano...Ainda não conheço muita coisa por aqui...
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" meus amigos mais íntimos me chamam de escar late-late *-* soo uma típica aluna da grifinória - CORAJOSA COMO UM LEÃO, alias adoro como os leoes fazem amor... é tao... selvagem, tao carnal! ai ai... quem quiser imitar leões comigo, mandar PM. Topo tudo e mais um pouco. ;* "
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| Leone Serghei |
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Professora de Estudo dos Trouxas
   
Group: Professores
Posts: 19
Member No.: 4
Joined: 17-July 08

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"By the way i'd try to say i know you From before."
Leone retribuíra o sorriso do bruxo, levando o copo à boca e procurando tomar um gole mais moderado após o brinde. A frase seguinte dele, no entanto, a intrigara... Fato comprovado: Leone falava muito mais o que o recomendável quando bebia... Mas não deixava de estar atenta ao que os outros diziam por isso. E um professor novo que ia para a escola contra sua vontade naquelas circunstâncias...
Era algo digno de sua desconfiança.
Talvez devesse pedir algo mais fraco para si e repetir a rodada mais algumas vezes... Se com aquele pouco de Arak ele já falara obviamente mais do que deveria, o que poderia fazer com, digamos... Cinco doses? Não se preocupou em dar uma resposta a aquilo prontamente, sorrindo ligeiramente ao pensar se por acaso o tal maldito seria algum conhecido. Pena que tivesse mandado um subordinado... Sequer se dignava a ir pessoalmente como ela? Se estivesse certa quanto ao jovem, no entanto, teria de tomar mais cuidado do que previra.
Não precisou ter de dar uma resposta, no entanto, pois logo alguém os interrompeu. Soltou um palavrão em voz baixa, sem ter idéia de quando poderia ter outra chance como aquela de averiguar suas suspeitas. Ergueu os olhos para a bruxa, deixando claro em sua expressão que ela não era bem vinda... Sem sequer pensar em tentar fingir um pouco mais de amabilidade. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, no entanto, uma bruxa loira se aproximou, também se sentindo bastante à vontade para interromper a conversa... Seguida por uma garota que logo se apresentou como aluna.
E ela que achava que seu único problema com inconveniência partiria dos alunos... A garota fora a mais feliz das três.
Terminou sua bebida em um gole longo, controlando-se ao engoli-la para não repetir a gracinha anterior e logo se pôs de pé, ignorando as três e dirigindo a palavra ao bruxo ao seu lado:
- Acho que essa interrupção é a deixa para que eu vá logo embora, David. Deve entender que me forçar a ser agradável com pessoas que não me apetecem a fazê-lo não é exatamente o meu forte... – indicou as bruxas com um olhar rápido, sem se importar com o fato de que elas também escutavam o que dizia – Mas foi um prazer conhecê-lo. Nos esbarramos por aí, então?
Apanhando uma carteira longa no bolso da capa, seguiu em direção ao balcão sem esperar pela resposta dos quatro... E sem olhar para a frente, de forma que logo esbarrou em uma bruxa um bocado mais alta do que ela mesma – não que isso fosse uma coisa muito difícil, já que era provavelmente a mais baixa professora naquela escola... Desde Filius Flitwick (~exagero).
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»Serghei "Eu, Leone, admito que sempre quis voar na mesma vassoura daquele gostoso do Ryan Stratford *-*"Goosed x~ (19.07)
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| Beatrice Wendelin |
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Professora Substituta
  
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Último dia do mês de Agosto. Último dia de férias. Alivio! Beatrice passara a última semana trancada na mansão da sua família - agora legalmente sua - cuidando de todos os assuntos pendentes que, a sua indesejada herança e os negócios que tinha de cuidar, haviam originado.
Quando todos os gestores contratados por seu pai e que agora, supostamente, trabalhavam para ela - e não o contrário, como estes pareciam achar - a consideraram liberada, Beatrice se sentia ao ponto de explodir. Tinha a sensação de que se passasse mais um minuto que fosse naquela maldita mansão, mandaria todos aqueles bruxos entediantes para algum lugar impróprio que bruxas educadas, como se esperava que ela fosse, não deveriam nomear. Pelo menos, não em voz alta. As suas malas já tinham sido encaminhadas para o Caldeirão Furado, onde passaria a noite, assim, a bruxa só precisou aparatar em Londres, se sentindo finalmente livre.
Beatrice nunca entrara em Hogwarts e sentia-se francamente curiosa quanto à escola que iria frequentar. A escola e a experiência de dar aulas seria um desafio para ela e isso lhe agradava. Lera alguns livros sobre Hogwarts, não querendo passar vergonha devido à sua ignorância perto dos colegas, mas a leitura apenas lhe aumentara a curiosidade. A bruxa odiava sentir-se curiosa. Sabia que aquelas últimas 24 horas antes da partida demorariam a passar.
A última vez que estivera em Londres, fora no verão de ano de 1998 e, no entanto, aparentemente, nada tinha mudado. De fato, Beatrice tinha a certeza que, se não fosse tão distraída, não teria sido obrigada a deambular durante duas horas pelas ruas de Londres até finalmente dar com a entrada do pequeno e escuro bar que fazia a transição do mundo trouxa para o bruxo. Entrou no Caldeirão Furado olhando atentamente para o espaço em seu redor, procurando ter certeza que dessa vez entrara no lugar certo. Sim, porque a ruiva perdera a conta ao número de vezes que entrara em lojas trouxas, percorrendo todo o estabelecimento até finalmente concluir que ainda não encontrara o Caldeirão Furado.
Assim, no seu alheamento já habitual, não reparou na bruxa, mais baixa que ela e de expressão severa, que se dirigia para a saída, esbarrando com a mulher. Pega de surpresa, Beatrice recuou alguns passos, perdendo ligeiramente o equilíbrio, conseguindo contudo, se recompor a tempo de evitar uma embaraçosa queda. Pôde perceber, ainda assim, que a bruxa estava tendo mais dificuldades do que ela. Sem hesitar, a agarrou num braço, a amparando no momento certo.
- Nossa, foi por pouco não é mesmo? - deu um sorriso gentil para a morena que parecia ligeiramente desconcentrada com todo o ocorrido - Me desculpe, vinha completamente distraída e não a vi.
Apesar de usar um inglês correto, era impossível não perceber o sotaque francês nas palavras da bruxa. Sem esperar qualquer resposta da outra, Beatrice manteve o seu tagarelar animado:
- Sou Beatrice Wendelin, lamento tê-la conhecido em circunstâncias er... Não muito agradáveis. Enfim, deixe-me remediar a situação. Vou pagar-lhe uma bebida. E não, não adianta tentar recusar. Venha, vamos procurar uma mesa.
E praticamente arrastou a bruxa atrás de si, sem ligar às suas reclamações indignadas. Caminhava apressadamente, como se receasse que a mulher tentasse ganhar tempo de arrumar alguma forma feliz de escapar. Qual o problema de irem tomar uma bebida juntas? Beatrice estava sozinha e sem nada importante para fazer e a outra bruxa certamente não teria algum tipo de compromisso urgente. Conteve um suspiro inconformado. Ingleses... Sempre tão tensos e difíceis de lidar.
Ao passar por uma mesa onde um pequeno grupo de bruxos se reuniam, estancou de repente, sem aviso prévio, fazendo com que Leone, que seguia ligeiramente atrás de si, esbarrasse contra suas costas. Sem dar qualquer sinal de ter percebido o que acabara de acontecer com a mulher, encarou fixamente o rosto do bruxo que estava sentado na mesa, tentando recordar-se do porquê de este lhe ser estranhamente familiar.
- Eu por acaso não conheço o senhor?
A pergunta foi proferida num tom brusco pela bruxa que, franzindo ligeiramente o sobrolho continuava a revirar sua memória. Quase conseguia ouvir seu cérebro a trabalhar rapidamente, ligando fatos e revirando seu passado até que... Clique! Claro, como se fora esquecer?! Vira aquele bruxo na sua entrevista de emprego, em Hogwarts. Qual o cargo dele mesmo? Ah sim, era o vice-diretor, David qualquer coisa.
Deixou seu olhar deslizar para os rostos que acompanhavam o homem. As bruxas que o acompanhavam seriam também professoras em Hogwarts, talvez? No entanto, uma delas era, definitivamente, nova demais para leccionar o que quer que fosse. Obviamente, estava lhe escapando algum detalhe.
Desistindo - temporariamente, claro - de perceber quem seria a terceira bruxa que ali se encontrava, voltou a focar sua atenção a David, ligeiramente embaraçada pelo modo como se dirigira a ele anteriormente.
- É o vice-diretor de Hogwarts, correto? Beatrice Wendelin, a nova professora substituta - forçou um sorriso antes de se voltar para as duas bruxas - Devem ser também professoras em Hogwarts, suponho? Bom, imagino que não se incomodarão se nos juntarmos a vocês...
Não deu tempo a nenhum dos presentes para recusar sua companhia, logo se sentando. Segurava ainda o braço de Leone que foi obrigada a se sentar se não quis que este lhe fosse arrancado. Pediu rapidamente uma bebida para as duas antes de encarar a bruxa pensativamente:
- Estarei sendo precipitada se concluir que é também professora em Hogwarts? É que se for, espero que não tenha ficado realmente chateada com o pequeno acidente ali na entrada - indicou o lugar com um gesto rápido - Seria absolutamente terrível já estar deixando uma impressão errada em meus colegas antes mesmo do ano letivo começar...
A última frase foi dita num tom irônico e com um dramatismo exagerado, mostrando que Beatrice, na verdade, não estava nem um pouco incomodada com o que a bruxa poderia estar pensando. Dando um breve sorriso, levou a bebida que lhe fora servida aos lábios, bebendo um pequeno gole antes de voltar a pousar o copo.
- A propósito, como disse mesmo que era o seu nome?
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| David Schvartzmann |
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Professor de Astronomia e Vice-diretor
    
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Joined: 17-July 08

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Manteve os pensamentos fixos no que acabara de falar. Não se importava se havia falado o que não devia; estava consciente disso. Não porque estivesse afetado pela bebida (sim, estava, mas não a ponto de entregar tudo de uma vez), mas porque tinha uma sensação estranha de confiança naquela mulher, embora soubesse que não deveria depositar sua confiança nela. E certamente "ele" não permitiria, de maneira alguma. Bem, "ele" não tinha que permitir nada. Levantou o braço, sinalizando ao garçom para que trouxesse uma nova dose - duas -, enquanto a bruxa a sua frente sorria de uma maneira que no momento não lhe pareceu nada fora de comum.
Enquanto esperava pela nova dose, uma outra mulher se aproximou, perguntando-lhes se também iriam para Hogwarts. David sorriu simpaticamente para ela, não deixando de notar a expressão agora nada agradável de Leone. Estava pronto para dar uma resposta quando mais uma mulher foi até eles, apresentando-se como a nova professora de Aritmancia. David repetiu o sorriso, e nem se deu ao trabalho de desfazê-lo, pois logo outra pessoa se juntou a eles, desta vez uma jovem, aluna do 7º ano. Perguntou-se porque não se surpreendeu com a reação imediata e nada simpática de Leone, respondendo com um breve aceno de cabeça quando a bruxa indagou se ainda se "esbarrariam" antes de se levantar e caminhar até o balcão. Deu um sorriso irônico, pensando no quanto gostaria de fazer o mesmo que Leone. Mas não podia. O vice tinha de ser mais... simpático. Não poderia criar problemas.
- Respondendo-lhes, senhoritas, sim, estou indo para Hogwarts. Mas não hoje, obviamente. Muito prazer em conhecê-las, sou David Schvartzmann, o novo vice-diretor e professor de Astronomia.
Inclinou-se levemente, ainda sentado, fazendo uma reverência. Sorriu para a aluna, pronto a dizer-lhe qualquer coisa a respeito da escola quando uma bruxa ruiva parou próximo a eles, encarando-lhe diretamente e arrastando com ela ninguém mais ninguém menos que... Leone, que por sua vez estava claramente.. contrariada. Sorriu ao notar a cena, imaginando que o sorriso passaria despercebido, uma vez que pareceria que sorrira para a bruxa que puxava Leone pelo braço. A mulher perguntou logo se não o conhecia, e David apenas moveu levemente a cabeça, esperando que, caso a resposta fosse afirmativa, ela mesma se recordasse (ele não estava muito disposto a lembrar-se de qualquer coisa naquele momento). E foi o que logo aconteceu, poucos segundos depois, quando ela perguntou-lhe se era o vice-diretor (ao que ele confirmou novamente com a cabeça), e se apresentou, dirigindo-se também às outras bruxas que estavam ali.
Logo, Beatrice se sentou entre eles, puxando Leone consigo. David esforçou-se para não rir da expressão da sra. Serghei, recordando-se da cena de há pouco. Tinha de reconhecer que a cena atual era bem mais... divertida, contando também com as expressões de desagrado das outras três bruxas em ter Leone de volta ali. Era melhor parar com a bebida se quisesse "apreciar" mais o momento. Bebeu somente o restante que havia no copo, dando-se por satisfeito e achando melhor encerrar por ali, até porque não poderia se descontrolar na frente de tantos professores - e de uma aluna. Enquanto a sra. Wendelin dizia qualquer coisa a Leone, David virou-se às três demais bruxas e disse, mantendo o sorriso simpático:
- Bem, creio que com exceção da srta. Grings, as demais não nos disseram como se chamam. Não precisam entimidar-se, afinal estamos todos entre colegas.
Olhou discretamente de lado na direção de Leone, ainda divertindo-se com aquilo tudo. A julgar pelas expressões e reações, tudo estava caminhando bem; melhor do que esperava. A sorte que desejara no brinde parecia começar a se realizar. E que continuasse assim...
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"Eu, David Schvartzmann, admito que mesmo que tivesse séculos para me aprimorar jamais chegaria aos pés da minha querida Leone no que ambos fazemos de melhor" =z Admito que estou morrendo de saudades da Isa u_u' sim, é verdade u.u *capota
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| Priscila Grings |
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Professora de Aritmancia
  
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Joined: 20-July 08

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Narração-FalaFala de outros personagens“Pensamento”Pri deu um longo gole em sua bebida, e então notou uma linda moça entrando no bar, tentou não encara-la, mas a menina era realmente muito bonita.
“Para com isso! Para de olhar pra ela”.
Virou o rosto para o outro lado e então, para sua surpresa a garota veio falar com eles:
Boa noite, me desculpe mas não pude não escutar.Voces são professores de Howgarts?!- Disse ela educadamente.- Sou uma aluna transferida do 7º ano...Ainda não conheço muita coisa por aqui...
Ela piscou algumas vezes para entender o que havia ouvido, então a menina era uma aluna de Howgarts.
“Ai, não acredito, vou ser professora dela? Ai eu mereço.”
Então sorriu para a jovem e se apresentou:
-Prazer! Eu sou Priscila Grings, a nova professora de Aritmancia.
Foi o mais agradável que pode, para não levantar nenhum tipo de suspeita. Então voltou os olhos para os outros presentes e viu um rosto não muito satisfeito. Uma bruxa que estava aparentemente bêbada, olhou feio para as novas 3 presentes.
- Acho que essa interrupção é a deixa para que eu vá logo embora, David. Deve entender que me forçar a ser agradável com pessoas que não me apetecem a fazê-lo não é exatamente o meu forte...– indicou as bruxas com um olhar rápido, sem se importar com o fato de que elas também escutavam o que dizia – Mas foi um prazer conhecê-lo. Nos esbarramos por aí, então?
Sentiu sua cabeça ferver. Não só pelo fato da mulher estar tratando-a completamente mau sem nem a conhece, mas também o fato de que era obvio pelo o que tinha ouvido a outra bruxa dizer, que ela também era uma professora de Howgarts, isso significa ter que atua-la.
“Ótimo! Tudo que eu precisava! Uma professora chata e que se acha! Era só o que estava faltando na minha noite! Fantástico! Agora estou totalmente empolgada para ir para Howgarts, se essa criatura já tratou a gente assim sem conhecer... imagine depois que conhecer... Aliás, quem ela pensa que é? Quem ela pensa que é para ME tratar mal? Quer dizer, tudo bem, eu posso ter interrompido a conversa deles, mas por favor, não devia ser nada sério ou realmente importante, já que eles estão claramente bêbados e isso é um bar!”
Deu a mulher um olhar de repulsa e voltou a olhar o bruxo que ali estava:
- Respondendo-lhes, senhoritas, sim, estou indo para Hogwarts. Mas não hoje, obviamente. Muito prazer em conhecê-las, sou David Schvartzmann, o novo vice-diretor e professor de Astronomia.
“Pelo menos esse parece não estar tão bêbado quanto a outra, e é bem gentil. Vice-diretor ham? Interessante, sabe, gostei dele.”
Sorriu para ele, mas logo sua cabeça se virou para a porta do bar quando escutou uma pequena “agitação” vinda de lá. Segurou um riso quando viu a cena, a professora “víbora” esbarrara em uma mulher na porta do bar.
“Completamente bêbada! Eu sabia! Hahahahaahhahahahahahahahaha! Nossa, sou fãn dessa mulher que esbarrou nela.”
Pelo o que conseguiu ouvir a mulher com quem a professora “víbora” havia esbarrado era a nova professora substituta. Viu que a professora substituta estava tratando a outra bem, e mesmo vendo o quanto a outra esperneava, levou-a de volta ao balcão. Parando der repente, a moça reconheceu o vice-diretor e apresentou-se como Beatrice Wendelin. Priscila, que não podia resistir aquilo, virou-se para a aluna e disse baixinho com um ar de deboche para ela:
-Olhe, não siga o exemplo daquela professora, não trate os outros mau, e nem beba demais, viu o que aconteceu com ela não é?
Ela sabia que não deveria fazer isso, que não era nem um pouco educado, mas e daí? A mulher não tinha sido nem um pouco educada com ela e ela precisava dar um bom exemplo para a aluna.
- Bem, creio que com exceção da srta. Grings, as demais não nos disseram como se chamam. Não precisam entimidar-se, afinal estamos todos entre colegas.
Sorriu novamente para o homem, não sabia por que, mas havia gostado muito dele, e não importa o que ele dissesse, tinha quase certeza de que nem todos estavam a fim de virar colegas uns dos outros, e novamente, olhou de repulsa para a professora “víbora”.
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| Demeter Huké |
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Sonserina, 7º ano

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Joined: 18-July 08

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Demeter mais uma vez entrara nesse lugar sujo horrendo, mas dessa vez pela saída, agora parecia que o bar tinha mais gente, o que facilitou Demeter passar sorrateira, mas também facilitou para a menina ficar com mais raiva de passar ali.
"Devem ser trouxas ou mestiços, só sabem beber, não tem mais nada de bom para fazer, como se jogar da ponte mais próxima!"
Demeter passou bruscamente por todas as pessoas que estavam em seu caminho, não queria saber, se achava superior ali, esbarrou com bastante força, isso gerou um rebuliço por ali, pessoas gritavam "Menina mal-educada!" outros "Toma cuidado piveta!" e alguns para a típica frase "Olha por onde anda!", mas Demeter estava olhando e por isso estava com raiva.
"Labely tem que estar em casa, tem que estar, tem que estar!"
Pensou a menina chegando perto da saída, quando estava quase abrindo a porta para fora, quando estava já sentindo o cheirinho das ruas de Londres, ela sentiu algo gelado em sua roupa.
-Ai, seu idiota! Miserável! Olha só o que você fez! Não pensa não?
Demeter deu um empurrão no homem que derramara bebida em sua roupa que quando ele tombou, umas 4 pessoas tombaram junto com ele.
-Por que não se joga do Big Ben? Sangue-ruim!
Essa última frase Demeter disse em bom e alto som, quase todos do bar ouviram, alguns vaiaram, outros preferiram ficar silenciosos. Quando Demeter ficava nervosa, era capaz de fazer um barraco.
Saindo do bar, Demeter andou rapidamente até a casa de sua amiga, ela tinha que ter uma blusa para emprestá-la.
"Que coisa horrível, nunca mais entro ali, bando de animais!"
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