'Califórnia - EUA - ano de 2017.
O mistério, ainda que ronde a alma humana, provém do submundo ainda intangível. O mundo quedou-se em perdição. Sobre a terra não serão mais humanos que irão caminhar. Os exércitos estão sendo formados, as vidas, no silêncio de seu âmago vão sendo açoitadas. Os risos tangíveis roubados de seus lábios. Não existe mais o equilíbrio, não existe mais um lugar para onde correr, não há quem lhe abraçar para se esconder. Agora, só resta uma saída, de que lado você fica? '




Ano: 2017
Mês: Setembro
Fase da lua:
Atualmente a lua encontra-se em sua fase de Quarto Crescente

Tempo em Los Angeles:
Mín: 16ºC // Máx: 27ºC






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 Beach
_narrador
Posted: Jul 2 2008, 05:25 PM


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    BEACH

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Los Angeles é uma das únicas cidades litorâneas que possuem um bom clima para se aproveitar a praia. Embora as águas não sejam tão mornas quanto a do mar de países tropicais, a areia reserva suas diversões. Existem redes de vôlei armadas em algumas partes mais extensas de areia. Castelinhos de areia meio pisados e conchinhas não são tão raros também.
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Ariel O. Desmond
Posted: Jul 29 2008, 11:55 AM


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Estava em pé. Sobre uma pedra qualquer, provido apenas de roupas leves e de cores neutras, observava o horizonte, no infinito em que seus olhos mergulhavam, a brisa morna tocava sua face austera e o cabelo movia-se num carinho suave, pensativo, estava preocupado e não era pra menos. Sabia que algo ruim rondava Delirium, tendo-lhe como obsessão do momento, e temia que por ventura ela viesse a se render. O coração apertou-se e prontamente a face baixou num suspirar árduo que consumiu-lhe a alma, esperava assim, um alguém que lhe era peculiarmente de confiança, o julgava correto a proceder conforme conviesse para manter aquele ser loiro e peculiar em seus trejeitos protegido de quaisquer que fossem o mal, sem importar-se realmente com o que seria preciso fazer para protegê-la.
Aguardava assim a presença de Siegfried, um invoque único, acreditou que era o que bastava para trazê-lo a Terra, aquele ser austero ali parado, como um borrão a frente do sol que se deitava no horizonte, como se contemplasse a beleza nua da lua que se punha alto no céu, era poderoso o suficiente para trazer quem fosse preciso ao seu encontro.

Os pés descalços tocavam a pedra ligeiramente fria mantendo o equilíbrio do corpo altivo de postura reta, os lábios enrugaram-se ligeiramente enquanto as orbes estreitavam-se com a menor intensidade de luz dourada que se fazia presente entre ele e o mar.
Ainda que O’Gray estivesse distante, não havia tempo a ser perdido, seria lhe passado uma missão, importante, o jovem Siegfried deveria estar a par de tudo para melhor desenvolver seu papel perante aquela situação. Ainda que não estivessem frente a frente, Ariel principiou-se a falar, levando seus dizeres aos ouvidos de O’Gray, para que o tempo ali, antes de ser perdido pudesse ser aproveitado de forma correta.

– Sei que deve estar estranhando meu invoque a sua pessoa, Siegfried, mas tenho motivos suficientemente plausíveis para tê-lo chamado a Terra.

Ambas as mãos foram para trás do corpo, uma a segurar a outra enquanto Ariel pausava sua fala engolindo sutilmente a saliva ligeiramente amarga ao simples ato de pensar no que poderia acontecer se fosse tarde demais. Os sons que contemplavam o momento eram apenas os das gaivotas presentes na região litorânea e por sua vez, o som das ondas a estourarem contra as rochas ligeiramente desgastadas. Virou-se de costas a direção do sol, como e já fitasse onde seu invocado pousaria. Suspirou, ato este que faziam os ombros largos moverem-se sutilmente para cima e para baixo delineando a marcação respiratória, os lábios ligeiramente corados moveram-se por mias uma vez, principiando a fala.

– Sabes bem que não é obrigado a aceitar as missões que lhe são dadas meu amigo, mas, confesso que ficaria eu muito grato se abraçasse esta causa.

Ergueu o rosto fitando além do que os olhos humanos podiam enxergar, pigarreando de forma suave enquanto deixava-se ser acariciado pela brisa que tornava-se ligeiramente fria, levando seus pensamentos de acalanto e cuidados para Delirium.

– Lhe invoquei com o propósito de ante tudo explicar-lhe o porque de dar missão, é uma história um tanto quanto complicada, porém tenho certeza de que irá compreender, melhor do que ninguém Siegfried.

Suspirou tão profundamente que chegou a doer o peito.

– Sua missão, será proteger um alguém em especial...sua missão Siegfried, é proteger, guardar e zelar por Delírium.

Replicou passivo de tranqüilidade na voz, com um meio sorriso nos lábios ligeiramente finos, sentia certa satisfação pois afinal de contas, tinha a menina como se fosse-lhe uma filha um fruto gerado do amor que sentia, e ainda o sente perpetuar nas veias, mas o oculta pela fidelidade extrema. Ergueu a face a fitar os céus com um meio sorriso tênue nos lábios.

– E então meu amigo, aceitaria tal missão ou preferes ouvir a história que levou-me a lhe fazer encarecidamente tal pedido antes?

As orbes mantinham-se entreabertas a espera do soar da voz de O’Gray
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