'Califórnia - EUA - ano de 2017.
O mistério, ainda que ronde a alma humana, provém do submundo ainda intangível. O mundo quedou-se em perdição. Sobre a terra não serão mais humanos que irão caminhar. Os exércitos estão sendo formados, as vidas, no silêncio de seu âmago vão sendo açoitadas. Os risos tangíveis roubados de seus lábios. Não existe mais o equilíbrio, não existe mais um lugar para onde correr, não há quem lhe abraçar para se esconder. Agora, só resta uma saída, de que lado você fica? '
Ano: 2017
Mês: Setembro
Fase da lua:
Atualmente a lua encontra-se em sua fase de Quarto Crescente
Tempo em Los Angeles:
Mín: 16ºC // Máx: 27ºC
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Cemitério
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| Henri C. Egeo |
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~ Demônio

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- Estava ocupado, não podia atender. Mas recebi sua mensagem e vim ao seu encontro, o que lhe atormenta, minha querida? - Johanna Grubbler, dezesseis anos, gótica e depressiva (sim, não era uma virgem como as que prefiro, mas ela é realmente um caso a parte). Nos conhecemos fazem dois meses, ela foi a que sobreviveu mais tempo após me conhecer. Você deve estar se perguntando: Há algum motivo especial para isso? Há sim. Ela odeia a vida, deseja a morte ardentemente, mas algum anjo maldito deve ter lhe salvado a vida nas duas tentativas de suicidio, pois ainda continua vagando por aqui. Simpatizei com esta garota e estou convencido a fazê-la amar a vida ardentemente, para depois poder degolar esse amor junto com sua linda cabecinha. Não tem graça matar quem deseja a morte, mas sim aqueles que amam a vida. E eu gosto de desafios de vez em quando e Johanna era um ótimo desafio. Talvez eu estivesse me envolvendo demais com ela e a vida dela, mas gostava de ouví-la, sua vida devorada e destroçada por desgraças era uma divina comédia. - Obrigada por vir, Henri. Eu precisava ver você...Não aguento mais. - Bonita, muito bonita. Uma pele alva e macia, passa um ar translúcido e mórbido, um rosto arredondado e produzido com forte maquiagem obscura, lábios carnudos e vermelhos como sangue, olhos azuis transparentes como sua alma atormentada. Longos cabelos negros, com duas mechas na frente de cor vermelho sangue, mãos delicadas, dedos finos, pernas torneadas e coxas firmes e grossas. É uma garota jovem, mas tem corpo de mulher. Adoro deitar em seu colo, apoiar a cabeça em seus seios fartos enquanto ela afaga meus cabelos. Ela é uma excelente companhia, não me arrependo de tê-la escolhido. - Ele fez de novo, Henri. Eu não aguento mais mesmo! - Órfã de pai e mãe, mora com a tia materna e o marido da mulher. A mulher é uma puta ignorante e ausente que trabalha em um bar qualquer, o homem é um desempregado beberrão e inescrupuloso. Ele abusa da querida "sobrinha", também deve gostar de repousar a cabeça nos seios dela e tocar seu corpo. Um verdadeiro ser humano em sua essência podre. Tenho nojo dele, é sujo demais para encostar na minha prenda. - E o que você fez? Ainda não seguiu o meu conselho, Jo? Você deve matá-lo para eliminar mais um problema. A ferida sempre ficará aí, mas a sanguessuga que a mantém aberta tem que morrer. Eu prometi que ia fazer a dor parar, não prometi? Não acredita em mim? Se não acredita, creio que é melhor eu ir embora. - Há algo que esqueci de mencionar. Sei que comentei sobre Johanna com muito desdém, mas o fato é que as coisas com ela são diferentes. Não sou um demônio típico, creio que seja menos pior - na visão dos anjos, talvez - e muito ridículo - na visão dos meus semelhantes. Eu posso ser cativado. E Jo me cativou. O desejo intenso pela morte, as feridas de sua vida, tudo...Tudo me fascina. Ela é forte, admiro isso nela. Viu os pais morrerem, sobreviveu ao acidente de carro que os matou, sofre abuso sexual, problemas com drogas, depressão...Ela está no fundo do poço, mas tenta se apoiar em mim para subir de volta. Acho que ela escolheu a pessoa errada, não? E por mais que meu desejo primário seja dar a ela uma felicidade, um amor e depois arrancar tudo isso, acabando com sua vida e tudo que há de novo, meu desejo secundário é apenas vê-la bem. Não é muito típico, não? Eu sei, sou mesmo muito deplorável. - Não! NÃO! Por favor, não vá, Henri. Eu sei...Mas eu não consegui matá-lo. Ele é mais forte do que eu, quando ele subiu em cima de mim eu... - E ela sentia uma vergonha absoluta. Somente um cego não notaria, a cabeça baixa, o olhar distante e cheio de lágrimas, a decepção e nojo em sua voz. Era uma vítima de um pseudo-demônio (assim chamo os humanos que tem atitudes dignas de um de nós) e não tinha forças para acabar com ele. Eu poderia, com certeza, muito facilmente matar esse homem rapidamente. Mas não, não o fiz e nem o farei. Por que? Por que quero que Johanna seja forte e faça isso sozinha, pois depois que ela matar a primeira vez se sentirá mais forte, como se tivesse recuperado as rédeas da vida. - Henri...Você é o único que tenho agora. Sei que nos conhecemos a pouco tempo, sei que você deve ter mulheres muito mais experientes aos seus pés, sei que deve achar que sou suja, uma criança boba e suja...Mas...Por favor, fique comigo! Eu...Eu preciso de você. Você me dá forças para aguentar isso. Lembra que disse que eu deveria lutar e não perecer? É por você que faço isso, Henri! - Juro que se eu fosse sensível de verdade eu choraria. Muito bonito, não? Ser o porto seguro de alguém, a última fonte de vida e força. Nossa, isso é quase um trecho de biografia mista com auto-ajuda. - Eu não vou te abandonar, Jo. Não se você não quiser. Eu ficarei, então. Mas você não pode continuar a ser fraca, você tem que lutar. Prometa que irá lutar, prometa que irá vencê-lo. - Por um momento passou pela minha cabeça dar um pouco de meu sangue para ela, assim teria mais força para poder acabar com aquele cretino. Mas não podia me envolver tanto, aliás, já estava envolvido demais. - Quero ter certeza de que você o fará. Vá agora, mate-o. Estarei lhe esperando aqui, assim que o fizer me ligue e ajudo você a se livrar do corpo. Aceita? Se não quiser, terei que ir embora, pois isso só irá provar que não estou lhe ajudando em nada. - Ela me abraçou e deitou sua cabeça no meu peito. Normalmente os sentimentos que tenho é de tesão, furor, ardência, essas coisas realmente sacanas e carnais, mas com ela sentia um incomodo. Talvez houvesse algum sentimento que não deveria existir. - Tudo bem, Henri. Eu o farei. Mas...E se algo der errado? E se alguém descobrir!? - Ela estava aflita, desesperada, levantou-se e ficou andando de um lado para o outro na minha frente. - Eu não quero ser presa, não quero que você seja preso! Eu me importo mais com você do que comigo, Henri...Talvez seja melhor a gente fugir juntos depois, o que acha? - Pobre garota. Eu tinha muito com o que me divertir naquela cidade, de lá não sairia tão cedo. Mas o convite era tentador...Desbravar terrar ao lado de uma criada, hm. Não, podia piorar minha situação, o chefe poderia descobrir e me punir, mandando de volta para de onde vim. É, era melhor continuar encarando tudo aquilo como mais um jogo e acabar logo com ele, não seria muito saudável para mim levar muito adiante. Eu tinha que matá-la antes de me envolver mais na sua história trágica...Mas aquela foi a primeira vez que hesitei em matar algum maldito humano. O que estava acontecendo, então? Bosta. - Mate-o. E sinta prazer em fazê-lo, pois será sua vingança. Assim que tiver certeza que ele está morto, vou buscar você, nos livramos do corpo e voltamos para cá e planejamos o que faremos. Ninguém irá descobrir nada, eu garanto isso a você. - E beijei sua testa enquanto deslizava minhas mãos pelo seu belo corpo. Ela trilhou beijos em minha face, até alcançar meus lábios, então nos envolvemos em um beijo aquecido pela carência dela e pelo meu desejo flamejante. Ela era uma garota quente, e isso me motivava ainda mais ao prosseguir com os planos. Uma pena que não era virgem, mas talvez se fosse já estaria morta, não sei. Eu vi o brilho intenso no olhar dela, agora tinha certez que ela o faria. Quando ela se virou e caminhou em direção ao portão do cemitério, notei que olhava por cima do ombro para mim, querendo ter a certeza de que eu não a deixaria. Eu não ia deixá-la, não agora. E depois que ela saiu, estralei o pescoço e os dedos, da minha mão esquerda uma sombra escorreu, era mais um peão de um jogador maior. - Vá e tenha certeza de que ela o fará e de que ninguém irá se intrometer no caminho dela. Vá agora. - A alma atormentada que por nada na terra, céu ou inferno desejava voltar para onde havia saído, foi. Então era só esperar e depois comemorar com minha prenda o meu triunfo, ou devo dizer nosso? Por enquanto nosso, no final meu. Continuação: Pier
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| Caroline Waldorf |
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~ Vampira

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Mais uma dia na escuridão da noite e no vazio daquele cemitério "simpático",no qual Caroline já havia se habituado a viver.Depois de tantos anos depois do "abraço" era difícil não ter aquele lugar como a sua casa,por mais estranho que aquilo soasse para as outras pessoas.Ela caminhava pela sua "casa" em passos leves,carregando o seu inseparável diário,que estava entre uma de suas mãos que balançavam com o soprar do vento que fazia seus cabelos também voarem com esse elemento da natureza que estava um fora do comum naquela noite.
Caroline agora se sentava em um dos bancos de madeira do cemitério,uma brisa agora tocava o seu rosto,mais isso não fazia diferença,desde sua transformação ela não ligava mais para esses tipos de coisas inúteis.Ela abriu sua bolsa lentamente,e procurou por uma caneta ou algo assim,depois de algum tempo a retirou e fechou sua bolsa.Pois sua bolsa de lado,e colocou seus pés também em cima do banco do qual estava sentada,abriu seu diário em uma folha branca e começou a escrever.
Setembro de 2017
Mais um dia sem importância dessa minha vida patética,se é que se pode chamar isso de vida.Mais um dia que não encontrei ninguém como eu...mais um dia que fiquei fechada na escuridão com medo do sol queimar agressivamente meu corpo...mais um dia que pensei que seria meu fim...mais um dia que fiquei vagando durante a noite nesse cemitério que a muitos anos é meu lar...mais um dia patético e detestável nessa vida que não há ambições,só medo e desilusões.
Não sei porque fico escrevendo nesse caderno velho,sobre como é a vida dos "monstros" da noite,talvez seja uma forma desabafar o que estou sentindo,mais o que quer que seja,não está funcionando tão bem quanto esperava.Estou sentada novamente nesse banco de madeira da minha casa-não a motivo para espantos,afinal depois de tantos anos esse lugar só poderia ter esse significado pra mim - escrevendo para uma pessoa que eu nem conheço,e que não sei se vai acreditar nas palavras que eu escrevo aqui.Talvez ninguém leia,afinal com os tempos com certeza esse caderno não irá nem existir,mais eu sim,se um daqueles caçadores malditos,não me seguirem mais uma vez.Não sei se poderei agüentar mais uma perseguição,me sinto cada vez mais fraca,por essa minha relutância e inexperiência em caçar.Não sei se poderei agüentar mais isso.
As vezes eu me pergunto porque eu não saio dessa cadeia que é meu lar,mais minutos depois penso no dia clareando,e se eu não encontrar um lugar escuro pra me esconder?e se eu morrer...e logo depois disso as minhas esperanças de sair daqui vão diminuindo,e a cada dia que vai se passando eu sei que estou condenada a uma morte cruel,mesmo parecendo que sou indestrutível.As vezes até acho que tenho mais fraquezas do que um simples humano...e ai de repente eu me lembro da minha vida humana,mesmo que ela não apareça tão clara,mais o que mais me deixa raivosa e o momento do abraço.Se você for humano você provavelmente não irá saber o que é isso,então eu explicarei em uma outra oportunidade,claro que se eu ainda estiver "viva".
A noite estava em seu auge,sem nenhuma estrela no céu,a lua só podia ser vista ao longe.Caroline continuava a escrever no banco de sua casa quase incansavelmente,a única pessoa com quem havia "falado" ou expressado alguma coisa durante anos era o seu velho caderno que permanecia em suas mãos firmemente,a única coisa que sabia,seus pensamentos e seus medos e seus desejos,a única coisa que a pareceu compreender desde a sua vida humana.
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| Aodh van Heinsh |
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— Ora, minha pobre criança da noite, porque esconde-se do mundo neste lugar lúgubre?! — A voz emergiu por detrás do pequeno banco talhado em madeira de forma lúdica. Um risinho sarcástico foi junto ao primeiro questionamento foram o cartão de visitas para a...
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‘INTERVIEW MET DE VAMPIER‘ ’Entrevista com o vampiro’ — Parte I ¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯
Noite. O começo dela, para ser mais exato. A lua, longínqua, brindava a todos com sua beleza. Noite fria. Ou... quente. Tanto faz! Desculpem, mas desde a minha “morte” não tenho mais o “tato” para sensações climáticas. Esqueçamos esse pequeno detalhe e vamos retomar o ponto. Sim... À noite e suas nuances. O ar de mistério ronda o cemitério de São Francisco. Em minhas insaciáveis andanças perambulando pela noturna metrópole Americana eis que me deparo com uma figura interessantíssima....
Sentada, sozinha, indefesa... uma igual. Assim que bati meus olhos em sua silhueta, senti-me atraído pelo seu cheio jovial. Aaah... Podia sentir o doce sabor de sua luta interior contra a sua não-existência. Divertia-me com aquilo. Claro, pois já superei todo aquele trauma. E, agora, estava num estágio superior. Alçava o limite da glória e do conhecimento pouco a pouco. Insaciável por natureza, mas inegavelmente solidário e benigno. Desci de meu pedestal divino, para servir-me de uma boa conversa. Avancei, então, para trás da pequena que escrevia em um livro, talvez um diário. E, após o primeiro questionamento, saltei o banco, sentando-se a seu lado...
Não, não fiz questão de olhá-la, não ainda. Quem deve ser notado aqui sou eu, não ela. Mantive-me impassível, observando as nuvens e sua dança macabra em plenas sombras. Entretanto, não resisti e coloquei-me a falar novamente: — Deve ser doloroso... — Deixei escapar num tom quase displicente. Proposital. Arqueei o sorriso, exibindo os caninos brancos reluzindo sob o luar. Precisava mostrar que não devia ter medo de mim, que estava diante a um semelhante. Por esse mesmo motivo, postei-me a continuar: — ... digo, escrever todas as noites sobre sua existência... — Por mais cínica que fosse a encenação, sentia-me realmente tocado com a confusão d’aquela criança. Provavelmente fora abandonada pelo seu senhor...
. . . ‘A QUARTA TRADIÇÃO: A RESPONSABILIDADE ‘ Aqueles que criares serão tuas próprias crianças. Até que tua progênie seja liberada, tu os comandará em todas as coisas. Os pecados de teus filhos recairão sobre ti. ¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯
— ... parece-me triste uma existência assim... solitária. Estou enganado?! — Sussurrei, desta vez sem desdém. Cruzei as pernas, finalmente olhando para ela; Seu rosto pálido encoberto pelos cabelos negros, a boca carnuda... Mantive os olhos nela, até que os seus dessem de encontro aos meus e então, finalmente, pudéssemos nos conhecer...
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| Caroline Waldorf |
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- Não há outra maneira - disse ela em tom muito surpreso - para monstros como eu,esse é o melhor lugar...mas claro,você não entenderia o por que disso. -respondia agora com mais calma para o estranho que estava atrás do banco,com um sorriso sarcástico,lhe dando um,cartão de visitas?Aquilo lhe pareceu estranho,mais era a primeira pessoa que via em séculos,apesar de ele não parecer muito humano.Ela pegou o cartão de visitas da criatura e ficou imóvel,não pela surpresa de ele ter dado um cartão de visitas,mais sim pelo rosto que agora ela podia enxergar melhor,pela luz de algum lugar perto que dava um "brilho" ao seu rosto anormal,e isso a impressionou,apesar de que...
Quem era ele?o que ele queria com ela?isso a iria fazer tremer,se fosse possível.Ela desviou o olhar do rosto do Homem e continuou a olhar para o caderno velho,sujo e com a maioria das páginas amareladas,mais agora sem escrever,ela não podia mais escrever não tinha força pra isso...será que finalmente suas preces haviam sido atendidas, - se ainda acreditassem em Deus,mais já não acreditava;pois não conseguia imaginar como Ele podia deixar as pessoas se transformarem nisso - como ela poderia ter certeza que ele era um igual,que não ia machucar ela,como teria certeza de que ele não se aproveitaria de sua "inocência"?Só teria um jeito de descubrir,teria que confiar no homem de pele brilhosa que estava na sua frente.
Caroline continuava olhando para seu caderno que nunca poderia chamar de diário,pois diário era o que as pessoas normais tinha para escrever sobre as coisas que decorreram sobre seu dia,ela ergueu os olhos para o homem que havia se sentado ao seu lado agora,ele havia começado a falar,e ela havia acabado de perceber que ele era um igual por suas presas brancas que cintilavam e quase a cegavam com o brilho.Um sentimento de alegria - na verdade não um sentimento,mais o mais próximo dele - a invadiu e um sorriso de alegria tomou conta de seu rosto,apesar de já saber de alguma forma que ele era vampiro,ela não podia acreditar,tantos anos de espera por alguém que a compreendesse,esse dia havia chegado,apesar de ele não ter sido tão especial como ela esperava.Caroline havia encontrado,ou na verdade ele a havia encontrado.Ela mostrou suas presas,apesar de ela perceber que as suas não eram tão brilhantes ou tão grandes ela queria demonstrar que ela também era vampira.
- Não,não está errado,mas é sim um pouco doloroso,viver nas trevas com medo do sol -disse suspirando- e medo de você mesmo,saber que você é uma criatura que está condenada a viver para sempre nas trevas...é muito difícil.Principalmente quando você se vê sozinho,sem ninguém.
Ela havia largado o caderno e o colocado de lado no banco em cima de sua bolsa,sentia-se mais confortável agora para conversar com ele,ela sentia que ele a entenderia,pelo menos a havia entendido até agora.A criança da noite agora estava observando o rosto do vampiro com confiança,mais ainda com um pouco de medo,pois não sabia se podia confiar nele realmente.Mas a criança da noite teria outra escolha?Logicamente sempre há escolhas,e ela tinha três distintas opções:a primeira acompanha-lho,se isso ele propusesse;a segunda seria ficar naquele cemitério pelo resto de sua eternidade lamentável;e a terceira seria procurar a morte.Na verdade só havia duas escolhas viver ou morrer,mais será que morrer seria mesmo uma opção fora de cogitação?Se ela tivesse outra escolha...talvez sim.
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| Aodh van Heinsh |
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| Caroline Waldorf |
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Um sentimento de terror tomou posse de todo seu corpo,sabia que não poderia confiar nele,ele a estava a assustando agora por uma única palavra que havia saído de sua boca acompanhada de outras palavras erradas.A palavra Monstros agora ecoava por todo o cemitério,em quanto o corpo da criatura se aproximava cada vez mais de seu frágil corpo,o medo e o terror havia tomado conta de Caroline,ela já não pensava,e nem sabia o que poderia acontecer a seguir,com aquelas terríveis pressas tão perto de seu rosto -apesar de um medo tão tolo,aquilo a assustava-ela poderia morrer, -poderia se já não estivesse "morta"- ela pensava em uma forma de se desculpar,mais o medo não a deixava pensar,apesar de ter um turbilhão de idéias,nenhuma delas parecia perfeita;mas sem pensar ela soltou a desculpa - Pelo menos é como chamam os seres da noite não é?Por isso somos condenados a viver nas trevas.
Ele havia se acalmado finalmente,deixando Caroline respirar fundo, -apesar de não precisar ela se sentia mais aliviada em o fazer - talvez ele tivesse percebido que a estava assustando,ou talvez havia se dado conta que assustando a pequena vampira não poderia chegar a seus objetivos seja eles quais forem - nossa existência...e nossa existência tem algum significado,a não ser vagar pela noite? - na voz dela havia uma posta de sarcasmo e ela sabia que ela poderia estar colocando sua vida em risco por fazer isso,pois aos seus olhos ele já não parecia tão "inocente" como parecia,quando havia chegado ali.
- Duque?Me desculpe por não ter um titulo a altura -disse envergonhada- Não a nada que se desculpar,eu não estou vestida adequadamente para ter um duque ao meu lado.Notícia de minha existência...aqui?Tem alguém que sabe... -ela hesitou por um momento- que eu vivo aqui?Não estou tão segura quanto eu pensava que estivesse.
Ela parou de falar.Havia pensado durante anos que ninguém a havia descoberto naquele cemitério a não ser pelas pessoas que visitavam o cemitério a noite,mais lógico que nenhuma daquelas pessoas "humanas" sabiam que ela era vampira.Aquele pensamento fez um arrepio se espalhar por todo o seu corpo,ela poderia estar morta,a não ser pela piedade dessa pessoa que já sabia a sua existência...e tinha a deixado morar ali.
-Oh perdão,fiquei tão impressionado por ter um duque ao meu lado que acabei esquecendo de me apresentar -disse ela sorrindo- Caroline Caroline Pavkovich Waldorf,esse é meu humilde nome. -agora ela olhava diretamente para ele enquanto respondia - Claro que sim,sair deste lugar é tudo que eu mais quero nesse momento,não precisa se apressar.Só espero estar de volta antes do nascer do sol.
Caroline levantou do banco e juntou a sua mão a de Aodh,sua mão era fria como a sua,isso a deixava confortável,pelo menos sabia que ele realmente era igual a ela.Sabia que só teria que tomar cuidado com as palavras que disse se a ele,pois não queria correr nenhum risco,por mais tolo que fosse.Talvez a vida na noite não fosse assim tão ruim,logicamente se tivesse alguém do seu lado para acompanhar,principalmente se ele fosse uma pessoa igual a você...ou nem tanto assim.
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| Aodh van Heinsh |
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| Caroline Waldorf |
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O que ela poderia esperar daquilo?Um vampiro aparece em sua frente no auge da escuridão,dizendo-se um duque.A garota logo como se espera ficou impressionada já que nunca havia visto nenhuma coisa do tipo.Ao mesmo tempo ela sem dá conta que ele não tinha auto-controle o suficiente,e a havia deixado extremamente apavorada com seu grito,por um pequeno deslize da criança da noite,e logo em seguida havia sido cordial e atencioso a convidando para um passeio pelo cemitério.Apesar de ter aceitado o seu convite,ela ainda sentia-se um pouco amedrontada,por não saber o que ele queria com ela,qual era seu propósito ali,porque ele queria ela,para o que quer que fosse.Ele estava falando mais os seus pensamentos viajavam longe,muito longe dalí,até a hora que ele fez uma pergunta a ela.Caroline demorou um pouco para responder a sua pergunta,mas logo que a atendeu,a respondeu.
-Sim Pavkovich - ela hesitou enquanto ouvia o resto da pergunta - pertenço a um dos países da união soviética,sou russa nasci na cidade de Moscou. - havia um certo orgulho em sua voz ao dizer a sua nacionalidade mais nada muito perceptivo,ele pegou sua mão e assim começaram finalmente o passeio pelo cemitério.Ela olhava as tumbas,e se lembrava que já passou ou já esteve em cada uma delas,aquele lugar lhe era tão familiar quanto a sua casa na vida humana,as recordações vieram a sua cabeça,andar por aquele lugar era tão doloroso para Caroline,lhe trazia lembranças das quais ela não queria lembrar - Minha história? - gaguejou ela olhando para o rosto do "Homem".
-Sim,estou vendo - disse ela agora curiosa,já que ele havia permitido que deixasse a história para mais tarde.Enquanto ele começava com uma daquelas outras conversas aparentemente fatídicas ela ainda olhava para as tumbas,só se distraindo quando ele tirou uma pequena adaga debaixo de suas vestes - Vou ouvir então,e fazer o máximo pra me lembrar. - ela evitou olhar para o sangue,nunca havia gostado disso,um tanto "irônico" já que havia se tornado uma "bebedora-de-sangue".
Ela concordava com a cabeça enquanto ele falava,mais realmente não prestava muita atenção na história,só o suficiente para que pudesse responder alguma pergunta se isso vinhesse a ocorrer,mais nada além disso. -Na verdade dessa maneira,parece que não temos outra escolha...bom e na verdade não temos.Esse é um ponto de vista realmente interessante.
Caroline estava com esperanças que ele tivesse esquecido de perguntar sobre o seu "abraço" com todas aquelas suposições de coelhinhos fracos e indefesos,de deserto e de algumas coisas mais.Porém infelismente ele não tinha esquecido e isso a deixou a flita,pois não sabia se devia contar realmente a verdade.Não havia nada de mal em contar a verdade ou havia?
- Minha história não tem nada de interessante,eu lhe juro,só parece mais um daqueles ”romancinhos” melosos e que tem um final trágico -disse ela desvio o olhar do rosto dele - Mas já que quer ouvir tanto minha estória...mas é melhor eu avisar antes que pode se arrepender um pouco depois.-ela estava tentando fazê-lo desistir de saber sua história,pouco ela se lembrava de sua histório mais já que ele não havia desistido lhe contaria tudo - Eu era de uma filha rica da Rússia,uma das poucas famílias tradicionais que sobraram e ele -ela hesitou por uns momentos- ele também.Nos conhecemos no ano de 1880,eu tinha apenas quinze anos quando o conheci e ele parecia ser um pouco mais velho.Pelas histórias que ele me contava,sua família havia morrido a algum tempo e dá família só havia sobrado ele e outros dois irmãos que nunca cheguei a conhecer.Ele era o homem perfeito para qualquer mulher,mais prefiro não entrar em muitos detalhes.Nos apaixonamos e juras de amor foram feitas -Caroline virou-se para observar o rosto dele - eu disse que ia se arrepender,eu avisei -logo depois abaixou a cabeça novamente e começou - mais até ai eu não sabia que ele era um vampiro.Meus pais morreram na revolução russa apenas alguns anos depois de eu o conhecer,então fiquei muito indefesa,foi nessa época que ele me contou seu segredo,dizendo como seu mundo era maravilhoso e o segredo de sua juventude.Eu uma garota desamparada,logo quis fazer parte de seu mundo já que não havia ninguém da minha família viva,não tardou a eu me tornar uma deles mais...foi ai que tudo aconteceu,eu como era jovem e inexperiente na caça,ficava aqui nesse cemitério enquanto ele buscava alguma coisa para podermos nos alimentar,normalmente eram animais e até aquele momento eu me sentia saciada com aquilo. -ela suspirou fundo e continuou- Ele saiu numa noite como essa para caçar e nunca mais voltou,deis de então nunca mais tive noticias dele.Não sei se ele foi morto por um dos caçadores,ou...Bom de qualquer maneira essa é minha história,espero não ter cansado seus ouvidos.Mais toda essa curiosidade sobre saber a minha história me deixou em duvida e com uma curiosidade -ela finalmente ergueu o rosto e voltou a falar - Qual é a sua história,e me fale realmente o porque de estar aqui.
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| Aodh van Heinsh |
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{ Caroline, estava pensando em mudarmos de local. Ainda não resolvi qual, qualquer coisa me mande uma MP. beijos e desculpe a demora! :*
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| Caroline Waldorf |
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~ Vampira

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Havia sido mais fácil do que tinha imaginado.Contar a sua historia - lógico que só com o essencial,pois não haveria motivo algum para que praticamente um estranho ficasse sabendo de sua vida nos mínimos detalhes,por isso se limitou a parte do "romancinho" trágico,que realmente havia acontecido em um momento de sua vida,mais não havia contado completamente tudo.Talvez algum dia,no qual confiaria nele plenamente e se sentiria confortável em contar toda a história,ela revelaria o lado mais obscuro de seu passado - Realmente é um país magnífico... - limitou-se ela a concordar - de muitas belezas.
Realmente ela havia feito a escolha certa,contou sua história -até para não parecer que escondia alguma coisa muito grave em seu passado ou alguma coisa assim - ela sabia que essa história era trágica e "melosa",porém era a verdade.E com uma satisfação imensa via o vampiro se segurando para não mostrar as suas verdadeiras repugnâncias da bela história de conto de fadas,ela própria tinha que admitir aquilo também a repugnava,mas afinal ele quis ouvir a sua história não?agora teria que agüentar as conseqüências...que não eram assim tão graves,somente alguns momentos de náuseas.
Caroline ria por dentro enquanto contava a história,se segurando para não rir.Nos poucos momentos que olhou para a expressão dele tentava perceber alguma expressão melancólica por ouvir aquela história tão doce,mas ele era tão esperto quanto ela,fazia o máximo de esforços - pelo menos era isso o que ela pensava - para não parecer enjoado e se fingir de interessado,definitivamente ele havia aprendido a mentir tanto quanto ela,isso era bom,porém ao mesmo tempo ela não sabia o que estava acontecendo por trás da mascara de "bom vampiro" que ele fazia para ela.
- Me desculpe,pura força do habito - disse envergonhada,já que realmente não havia se acostumado a ser uma vampira,ou pelo menos parecia que não.Ela continuava a andar ao lado dele tranquilamente,quando chegaram a saída do cemitério,ou talvez a entrada já que aquele portão fazia os dois trabalhos - Holanda?Um belo país...que sempre tive vontade de conhecer...Então posso dizer que é um vampiro extremamente experiente? - ela encarou o seu olhar por apenar alguns segundo,não era fácil manter os olhos fixos nos dele,porém conseguiu manter os fixos por alguns momentos,e logo depois os desviou lentamente - Vamos dizer que ele era um débil "vegetariano" - disse rindo - Não tem do que se desculpar...isso já faz muito tempo mesmo.Sim,deis de que ele sumiu nunca encontrei ninguém semelhante;até você chegar.Isso foi um pouco difícil,porquê eu não tinha,e continuo não tendo experiência nenhuma.Porém logo depois que ele sumiu eu tive que aprender a me virar sozinha,e como eu ainda não havia experimentado sangue-humano,eu tive algumas tentativas falidas de tentar beber sangue de animais,com insistência eu consegui capturar alguns animais e me alimentei.Sobre o sangue de animais ser sem gosto,eu não posso saber,porque continuo sem nunca ter experimentado. - o tom era casual em sua voz em quanto explicava para ele como sobreviveu esses anos todos sem ele.
Logo apos começaram a caminha pela calçada,e já estavam fora do cemitério quando ele lhe propôs o que ela estava esperando,aquilo dispararia seu coração se ainda tivesse um,mas chegou o mais perto dessa emoção,finalmente sairia daquele cemitério ridículo.Ela havia ficado parada,em quanto o vampiro seguia em frente,quando retomou a consciência ela não hesitou em disse em tom eufórico - Definitivamente sim!!! - aquilo era tudo que esperava.Enquanto o seguia se perguntava para onde ia,mais isso pouco importava,porque teria uma nova não vida maravilhosa.
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| Aodh van Heinsh |
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~ Vampiro

Group: Vampiros
Posts: 15
Member No.: 35
Joined: 7-July 08

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{ Prontinho, encerrei meus posts aqui no cemitério. Caroline, vou viajar por 10 dias ao Rio de Janeiro e, por conta disso, devo ficar sem postar durante esse tempo. Estava pensando em irmos para a Golden Gate ou o Pete’s Bar. Se você se sentir à vontade, pode começar postando lá. E, quando eu voltar, eu posto sem falta. Certo? Obrigado a todos pela leitura e ao meu pai, minha mãe, meu irmão e a vosê Xuxa! :*
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